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Reprodução a Óleo

Reprodução a Óleo de Arte Sacra


Réplicas de pintores clássicos, por Amélia Raio

No ArteAzul-Atelier são várias as considerações que pensamos importantes e obrigatoriamente a ter em conta para uma boa reprodução a óleo de Arte Sacra. Entendemos que os procedimentos que utilizamos não obedecem a nenhum rol de regras teóricas estabelecidas por qualquer corrente artística ou por técnicas oriundas das escolas de Belas Artes.
O exercício experimental, a dedicação e a paciência têm sido a base de apoio para chegar a alguns resultados que satisfazem as nossas expectativas. Além disso, tem sido positivo o feedback sobre os trabalhos de reprodução de Arte Sacra que temos levado a cabo.
Com o objetivo de reproduzir a óleo um determinado quadro de Arte Sacra, como é evidente, o ponto de partida para iniciar o trabalho é já, efetivamente, uma reprodução do original, encontrado num livro de arte, numa revista ou em outro qualquer suporte. Desde logo, não estando em presença do próprio original, como facilmente se compreenderá, o resultado final não será plenamente coerente com aquele. Assim, não tendo propósitos de alcançar reproduções perfeitas, entendemos que, no entanto, temos efetuado boas aproximações, pelo menos no que diz respeito aos cuidados de representação estrutural, semelhança de cores e tons e fidelidade de expressão de rostos.
É essencial, em primeiro lugar, fazer uma fotocópia da reprodução ou fotografia encontrada, ampliando-a para o tamanho desejado, procurando uma boa nitidez.
A passagem para a tela pode executar-se sombreando as linhas de contorno pelo lado de trás da fotocópia, com um lápis macio. Depois, a fotocópia coloca-se em cima da tela pelo lado direito e traçam-se, com um lápis, todas as linhas, de modo que estas fiquem bem marcadas na tela. Também poderá realizar-se esta tarefa colocando um químico preto.
Esta passagem do tema para a tela deverá ser o mais rigorosa possível, pois um bom traçado é importantíssimo para a execução da pintura.
A escolha das cores e das suas várias tonalidades tem de ser rigorosa, tendo em conta as áreas de incidência de luz e as áreas de sombra.
As expressões dos rostos são dos pormenores que mais atenção requerem. Um pequeno desvio de um traço ou uma tonalidade colocada fora do lugar podem transformar completamente a ambiência da cena do quadro, recorrendo-se, por isso, frequentemente, a uma lupa, para observar pequeníssimos pormenores.
Deverá ter-se muito cuidado, sem intuito de uma realização rápida, procurando efetuar a obra num ambiente calmo e descontraído porque, apesar da técnica de pintura a óleo ser suscetível de modificações e correções, convém referir que, principalmente nos rostos, não convém fazerem-se empastamentos de tintas. Os rostos devem ser leves e "respirar" um ar natural.

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