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Pintura em seda

A seda, antigamente, era simplesmente colorida


Técnicas de pintura em seda com o aparecimento da guta

A suavidade do toque e o brilho da seda têm, ao longo dos tempos, talvez desde há mais de 3500 anos, cativado mulheres e homens. A sua procura e respetiva comercialização levaram ao aparecimento de rotas terrestres e marítimas, como por exemplo do Japão ao Mediterrâneo. Inicialmente, a seda era simplesmente colorida, surgindo as primeiras técnicas na China e na Índia.
Com o aparecimento da guta, - goma resinosa usada para delinear os contornos dos desenhos servindo de barreira ao alastramento das tintas -, desenvolveram-se as técnicas de pintura graças a esse precioso recurso e os artesãos foram aperfeiçoando os métodos de fixação das tintas.
Secretamente no que diz respeito aos produtos utilizados, a arte de colorir e pintar a seda assim permaneceu durante muitos anos. Hoje, contudo, não existem segredos e os materiais e utensílios estão ao alcance de todos.
Os resultados são mais impressionantes, à medida que a aprendizagem dos interessados nesta arte vai evoluindo. Técnicas inovadoras foram, nos últimos anos, aparecendo, melhorando substancialmente a diversidade artística e a rapidez de execução. De facto, são inúmeras as técnicas usadas na atualidade para pintar sobre a seda. Além disso, de cada uma dessas técnicas inovadoras, muitas nuances artísticas poderão ser encontradas imprimindo a cada peça toques completamente originais. O que acontece verdadeiramente com estes novos processos de transformação dos coloridos em tecido de seda é a surpresa sentida pelo próprio artista ou artesão quando o resultado final esperado ultrapassa muitas vezes quaisquer expectativas.

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