Tintas para seda

Seda


Tintas para seda e sua fixação

A seda tem as suas raízes na cultura da amoreira e na criação do bicho da seda que se alimenta basicamente das folhas daquela árvore. Designa-se esta atividade por sericultura ou sericicultura. Foram os transmontanos que, em Portugal, começaram a fabricar sedas e posteriormente as tingiram e coloriram.
A indústria da seda em Trás-os-Montes manteve-se durante séculos, tendo sido um setor económico importante no fim do século XVIII e início do século XIX, gerando riqueza sobretudo em Bragança e no nordeste transmontano.
Em Chacim, freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros, existiu uma fábrica de transformação e manufatura da seda.
As tintas para seda apropriadas são líquidas, translúcidas e de fácil aplicação, não produzindo empastamentos. Deste modo, depois de pintada, a seda não perde as suas características de maleabilidade e suavidade textural. Após a aplicação das tintas para seda e da sua secagem deve proceder-se à sua fixação conforme indicação das marcas respetivas.
Normalmente, encontram-se no mercado dois tipos de tintas de pintar em seda: as de fixação a ferro de passar e as de fixação a vapor. Contudo, o ARTEAZUL'ATELIER teve já a oportunidade de trabalhar com uma marca brasileira de tintas de pintar a seda que não necessitam do processo de fixação.
Em nosso entender, a fixação a ferro é a mais fácil de executar: consiste na colocação de um tecido de algodão por cima da seda pintada depois de seca e, com o ferro em temperatura de algodão, sem vapor, passar de cinco a dez minutos. Depois da fixação das tintas, a peça de seda poderá agora ser lavada, seca normalmente e passada com ferro na temperatura apropriada para a seda.

Comentários

Mensagens populares deste blogue