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Le Découpage d'Anne-Marie Vallotton-Saugy

Anne-Marie Vallotton-Saugy


Anne-Marie Vallotton-Saugy executando um dos seus quadros de Découpage

Anne-Marie Vallotton-Saugy pertence a uma família com fortes tradições na arte do Découpage. Um dos seus familiares, Louis Saugy, falecido em 1953, foi um dos mais importantes artistas precursores desta interessantíssima, bela e minuciosa arte tradicional do Pays-d’Enhaut, na Suiça, de quem tivemos já a oportunidade de referir em artigo anterior.
Anne-Marie Vallotton-Saugy nasceu em 1950, em Rougemont, uma das três principais localidades do Pays-d’Enhaut, região montanhosa nos pré Alpes suiços, onde passou uma infância tranquila e feliz. Iniciou-se na arte do Découpage em 1972, prosseguindo a tradição familiar. Utilizando papel bicolor, com muita paciência, Anne-Marie desenha o motivo, a lápis, sobre o lado branco do papel dobrado em dois, colado provisoriamente nos bordos. Em seguida vem a fase delicada do corte usando duas tesouras muitíssimo bem afiadas. No final, os bordos anteriormente colados são agora descolados, abrindo-se a folha anteriormente dobrada, descobrindo-se assim um novo quadro simétrico de cor negra que é colado sobre um fundo claro.
Durante os primeiros anos da sua carreira, Anne-Marie representava nos seus quadros em Découpage cenas tradicionais da região onde nasceu e cresceu como, por exemplo, a partida para as montanhas dos pastores com os seus rebanhos de vacas e cabras. Contudo, pouco a pouco, a artista foi introduzindo nas suas obras outros motivos, sobretudo histórias de amor através de símbolos da sua imaginação: “pacotes de amor”, “a chave da felicidade”, “o violinista tocando uma serenata à sua amada”.
Entretanto, Anne-Marie Vallotton-Saugy segue a sua inspiração e descobre novas composições. Têm sido temas dos seus quadros a atualidade, a música e a história. Tudo é permitido, segundo o seu ponto de vista. Executa também trabalhos por encomenda, reproduzindo as casas e aspetos das vidas dos apaixonados do Découpage.
Segundo a tradição, cada découpeur transmite às suas obras uma marca pessoal. Deste modo, Anne-Marie representa nos seus quadros pequenos corações; as suas vacas são desenhadas com a cauda no ar; os passarinhos que fazem parte das suas composições têm sempre o bico aberto e cantam nos telhados dos chalés ou nas fontes.
Cada trabalho em Découpage representa para Anne-Marie uma fonte de evasão e de sonho, permitindo-lhe escapar ao rigor da vida quotidiana e, ao mesmo tempo, fazer também sonhar os que apreciam esta arte.

Le Découpage d'Anne-Marie Vallotton-Saugy

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