Découpage

Découpage no Pays-d’Enhaut, Suisse


Recorte de papel e sua colagem

La Braye, Château d'Oex - Pays-d'Enhaut, Suisse ( Août 2012 )
Quando se aborda o tema “Artes Decorativas”, nomeadamente as relacionadas com as técnicas que se executam artesanalmente, muito se ouve falar e muito se escreve sobre uma dessas técnicas que dá pelo nome de “Découpage”. São muitas as formas de fazer Découpage: as diversas nuances, os diferentes modos de arte ou, na pior das hipóteses, as inúmeras maneiras de trabalhar artesanalmente esta técnica manual de decoração perfazem um vasto conjunto de teorias que, aliadas à cultura, à realidade e ao saber, constituem uma prática ligada a diversas transformações da arte original e utilização de motivos mais ou menos relacionados com as respetivas vivências locais, originando resultados divergentes através de composições com elementos que o artista ou artesão escolhem aleatoriamente segundo os seus próprios gostos, tendências ou facilidades de execução.
Em Portugal, o Découpage, aliás como inúmeras outras técnicas de Artes Decorativas, é fortemente influenciado pelos artistas e artesãos estrangeiros, concretamente e sobretudo do Brasil e outros países latino-americanos, países onde é dada uma importância extrema a este tema. Note-se que são várias as estações de televisão como por exemplo no Brasil, onde as Artes Decorativas são amplamente divulgadas com uma enorme aceitação por parte dos tele espectadores. Programas há que, traduzidos, percorrem inclusivamente os quatro cantos do mundo, tal a aceitação que esta temática provoca em grandes camadas da população mundial que se interessam por desenvolver as suas capacidades artísticas e de destreza manual.
O tema “Découpage” tem sido interpretado segundo tendências diversas pelos vários artistas que têm, mais ou menos, mostrado interesse por esta técnica de artes decorativas. Entendemos, no entanto, que a arte do “Découpage” tem sido muitas vezes desvalorizada, não só pelo desconhecimento dos seus observadores mas sobretudo por muitos dos seus executantes artísticos de vários pontos do mundo e ateliers, excetuando, evidentemente, a região onde a tradição do Découpage tem sido e é, na atualidade, largamente acarinhada. Referimo-nos a uma região de montanha, na Suiça - o Pays-d’Enhaut -, que engloba uma vasta área nos chamados pré Alpes “Vaudoises”, composta por três localidades, sedes de três comunas pertencentes ao cantão de Vaud: Rougemont, Château-d’Oex e Rossinière. De facto, foi nesta região que o Découpage se desenvolveu como modo de expressão artística e continua a praticar-se desde tempos remotos. No início do século XIX, esta arte começou a ser levada muito a sério por alguns artistas daquela região de montanha que, nos dias de hoje, fazendo parte da história, são referência e ensinamento para os novos interessados e executantes. São famosos os artistas “découpeurs”, precursores desta arte que tem como princípio básico o recorte de papel e a sua colagem: Hans Jakob Hauswirth (Jean-Jacques Hauswirth) e Louis Saugy.

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