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Voltamos às imagens

Voltamos à fotografia e às imagens que mencionámos em artigo anterior: na altura em que o ArteAzul-Atelier iniciava as suas atividades, quando os pacotes de internet eram pagos à hora através de uma caixa multibanco, o tempo "gasto" na rede era devidamente poupado e o luxo de uma internet ilimitada não existia. Acontecia há menos de vinte anos. A velocidade de navegação era deficitária.
Exemplo disso, em 1998 e um ano antes dessa data, o sítio rudimentar da Expo 98 de Lisboa, em determinadas alturas e talvez pela curiosidade dos poucos internautas, tinha muitas dificuldades em ser consultado, mesmo em páginas onde as imagens praticamente não existiam. Por essa razão e outras, para a inserção dessas imagens em sítios da web, a sua transformação para baixas resoluções era indispensável - aliás, tal como hoje -, correndo-se o risco de não serem  sequer visualizadas ou observadas. Da nossa parte e do mesmo modo, não exagerávamos no tamanho das suas superfícies, conseguindo-se alguma audiência, muito reduzida, é certo, a constatar por ferramentas estatísticas de que dispúnhamos como simples contadores de visitantes. Hoje, ao contrário, experienciamos a realidade das imagens dos objetos que divulgamos, mas também a imensidão de tons que compõem superfícies de milhares de pixels e que, pela infinitude de nuances que os programas de imagem nos possibilitam implementar, com alguma imaginação e arte e sorte também, conseguem-se formas e harmonias que nos contentam. 

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