Azulejos

Azulejos: sua origem, a arte e utilização para revestimento


Aspeto de uma vista parcial das paredes exteriores da Capela das Almas, no Porto

A origem deste tipo de decoração encontra-se nas tradições artesanais da Mesopotâmia. A sua introdução na Península Ibérica fez-se através do Norte de África, onde atingiu grande importância nas manifestações plásticas. Em Portugal, o azulejo tornou-se numa das mais expressivas artes ornamentais, assumindo grande relevo na arquitectura.
Hoje, o azulejo é considerado pelos artistas como um material cuja função está para além do revestimento. É essencialmente uma expressão de arte de grande riqueza e criatividade, que faz parte do nosso quotidiano. O azulejo permite obter uma superfície higiénica, de fácil limpeza e resistente à água.
No século XIX, a azulejaria tornou-se muito frequente como revestimento exterior, tendo-se valorizado o seu uso como elemento isolante e refletor da luz e do calor.
Desde o início do século XX, muitos dos mais considerados artistas plásticos portugueses criaram painéis de azulejos para a decoração de espaços interiores e exteriores. São disso exemplo as estações do metropolitano de Lisboa.

Dados recolhidos do livro Espiral, de Dinis de Carvalho, Feliciano Mendes Gaspar e José Manuel Mesquita – Texto Editora

Na realidade, a cerâmica que constitui uma peça em azulejo, quando aplicada a uma parede exterior, permite servir, não só como elemento impermeabilizante, mas também, ao mesmo tempo, mostrar-se como obra preciosa de decoração e apresentação artística. Observem-se numerosos monumentos cujo exterior é revestido por um sem número de unidades de azulejo que, agrupados em grandes painéis, resultam em magníficas obras de arte.

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