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ArteAzul-Atelier

 

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As lojas chinesas estão a tornar-se uma praga, graças à pouca cultura que a nossa gente tem. Cada vez que compram um produto chinês, nós os portugueses e Portugal, ficamos mais pobres. Além disso, ao comprarmos produtos chineses estamos a empurrar mais portugueses para o desemprego.

Digam-me o que é que os comerciantes chineses compram nas lojas portuguesas? Porque é que não têm, também, alguns produtos portugueses nas suas lojas? O que me parece é que eles praticam um quase racismo comercial, relativamente aos produtos portugueses. A forma de os fazer mudar de estratégia é, ao entrar nas suas lojas, questioná-los, pedir-lhes produtos portugueses. Se sabem que somos nós que lhe demos dinheiro a ganhar, também deviam pensar um pouco em retribuir e não só mandar dinheiro para a China. A maior parte dos produtos chineses não têm qualidade, pelo que lembramos: «quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano.»

Renda de Crochet

Linha matizada em Renda de Crochet

Toalhinhas de pequeno almoço
A imagem mostra o trabalho artesanal de realização decorativa em tecido de linho com linha de croché matizada. Este trabalho poderá, contudo, ser efetuado em outro tecido qualquer.
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Exuberância das Cores

Cores intensas e variedade textural

As cores nos seus tons mais exuberantes, enquadrados num ambiente de luminosidade suficiente, não exageradamente intensa, podem estabelecer uma verdadeira obra de arte na ligação de vários elementos decorados segundo técnicas distintas a intensificarem texturas, dando ao conjunto uma variedade artística enriquecedora.

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Florão de Madeira

Restauro de um florão de madeira

Começar por dar, com pincel, duas demãos de gesso acrílico com intervalo de secagem. Esta aplicação permite uniformizar a possível rugosidade e aspereza da peça. Depois de seca, pintar com vermelho inglês, dando duas demãos. Deixar secar novamente. De seguida, aplica-se mordente em toda a peça.

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Saquinhos com alfazema

Saquinhos perfumados ao estilo Shabby Chic

Sabemos que a alfazema é uma planta aromática que exala um perfume agradável muito suave. Tem origem na Ásia. Muito se deve à alfazema o desenvolvimento da arte da perfumaria e cosmética.
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Representação de uma paisagem

Formas simplificadas

Ao pintar uma paisagem, deve ter-se em conta que a tinta a óleo, depois de seca, fica mais escura do que no seu estado fresco, húmido. Assim, é necessário usar tonalidades mais claras para que o resultado final esteja de acordo com os nossos objetivos.

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A arte do croché

Bolsinhas em croché

Pontos de croché

Colocando em prática conhecimentos na área da arte do croché, decidiu-se no ArteAzul-Atelier levar a cabo a realização de um conjunto de bolsinhas usando o croché como técnica principal.

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Taça de vidro

Taça de vidro de pé alto

Decoração com pasta de cristal e glitter

Convém recordar que a peça não tem utilidade prática, destinando-se somente a compor um determinado conjunto decorativo ou usar individualmente sobre uma mesa ou móvel. A técnica utilizada para composições decorativas semelhantes é aplicada no interior do copo propriamente dito e na parte superior da base de apoio. 

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Impermeabilização com Azulejos

Decorar e impermeabilizar

Desde os princípios da fabricação do azulejo, compreende-se a sua importância no revestimento, impermeabilização e isolamento térmico de paredes.

Depois de vidrado e cozido, o azulejo possui características especiais de impermeabilização. A superfície vidrada reflete facilmente os raios solares, permitindo resultados surpreendentes no que diz respeito ao isolamento térmico.

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Découpage no Pays-d’Enhaut, Suisse

Recorte de papel e sua colagem

Quando se aborda o tema “Artes Decorativas”, nomeadamente as relacionadas com as técnicas que se executam artesanalmente, muito se ouve falar e muito se escreve sobre uma dessas técnicas que dá pelo nome de “Découpage”. São muitas as formas de fazer Découpage: as diversas nuances, os diferentes modos de arte ou, na pior das hipóteses, as inúmeras maneiras de trabalhar artesanalmente esta técnica manual de decoração perfazem um vasto conjunto de teorias que, aliadas à cultura, à realidade e ao saber, constituem uma prática ligada a diversas transformações da arte original e utilização de motivos mais ou menos relacionados com as respetivas vivências locais, originando resultados divergentes através de composições com elementos que o artista ou artesão escolhem aleatoriamente segundo os seus próprios gostos, tendências ou facilidades de execução.

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Corpo de Deus em Lisboa

Festa do Corpo de Deus, feriado até 2012

A Festa do Corpo de Deus que até 2012 foi feriado, deixou de ser pelo menos até 2017 para quando está previsto a decisão governamental ser revista. Lá fui uma vez mais tomar parte num dos mais importantes eventos religiosos que a cidade de Lisboa celebra.

Por tradição esta festa celebrava-se na 2ª Quinta-feira a seguir ao Domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa) porém o zelo politicamente materialista que em nossos dias campeia neste país sem rei, nem roca, obrigou a que o evento se celebre no domingo imediatamente a seguir. É certo que este feriado era aproveitado por vezes para umas mini-ferias, contando com a ponte na sexta-feira; talvez uma das razões porque o governo decidiu acabar com ele. Creio que ninguém lucrou com a decisão, e muito menos quem atentou contra os usos e costumes do povo, pensando no lucro fácil. Como já o ano passado se verificou, em termos de participação a festa até ganhou em aderência e qualidade, uma vez que os fiéis que se integram nas cerimónias e no cortejo são os que vivem a fé e a manifestam. Esperando pela procissão na Rua da Prata para depois nela me integrar, lá dei conta de caras conhecidas como a da Irmã Celina, religiosa e enfermeira distinta; e muitas mais que desfilaram e não consegui descortinar, como por exemplo o Diácono João Paiva, que só no fim e já desparamentado abracei junta à igreja de Santo António (à Sé). 

Presidida pelo Patriarca, D. Manuel Clemente, na cauda do cortejo segue uma multidão de fiéis em direcção e de regresso à Sé Patriarcal.

Outra figura notável na diocese de Lisboa, e não só, com raízes transmontanas e fundas na cidade de Vila Real, é monsenhor Rafael do Espírito Santo, Vigário Geral do Opus Dei em Portugal, muito concentrado no acto de fé que esta festa pede a todos os fiéis.

Já ao deixar a Rua da Prata e entrar na Rua da Madalena, a Procissão ainda com o Pálio a passar junto à igreja de Santa Maria Madalena, e a dianteira do desfile onde vai ela.

Quem diz que a Igreja está em crise de praticantes e devotos, não assiste a actos desta natureza, e deve andar confundido com outro tipo de crises que nada têm a ver com a riqueza espiritual do verdadeiro sentir do povo português. O respeito e aderência que hoje uma vez mais se verificou no acompanhar Jesus Cristo, Deus Vivo, pelas ruas da baixa de Lisboa é prova disso. Mas como na capital, em muitas outras terras do País, Deus Vivo é publicamente louvado e acompanhado nesta celebração anual, como há 2000 anos o foi em terras da Palestina.

O romance de uma vida (excerto)

Padre Fontes

Não posso perder tempo com acontecimentos da terra. Sem que exista motivo para parar a minha vida, continuarei a minha existência como me propus narrar, ou alguém se propôs, nesta forma livre e ficcionada dos meus momentos. Estou no seminário. Ou antes, não estou. Vou a caminho de Tourém de carro. E até aldeia, até esse tempo, há o seminário. Uma educação severa que proibia ler romances. A capela era lugar ideal para os ler por ser lugar pouco vigiado. O local de oração sempre foi refúgio de sossego.

Talvez tivessem medo os superiores, da presença de Deus que ali estava mais perto da Terra. Naquele recinto não incomodavam ninguém. Mesmo durante as eucaristias, quando os chinelos voavam de um lado para o outro. Era proibido vir de chinelos mas, à noite, depois do banho ninguém cumpria essa regra. E como a Eucaristia era celebrada sempre nessa monotonia bafienta, tínhamos de encontrar formas de passar o tempo. Uma era arrastar bancos, obrigando alguém a ficar de pé. Outra, a mais perigosa e arrojada, era fazer de chinelos discos voadores quando os conseguíamos arrancar dos pés de algum moço distraído. Nunca participei dessas aventuras. Para mim, bastava olhar e ver. Os sorrisos silenciosos esqueciam o tempo. Todavia, tudo parou por alguns meses quando um chinelo desgovernado, atirado pelo Chico, um rapaz robusto de Chaves, foi parar ao altar no momento da consagração do pão e do vinho. Virou o vinho.

Não foi expulso porque o pai, um fabricante de móveis, dava quantias avultadas para o seminário. O assunto foi silenciado e os chinelos deixaram de voar. Somente se moviam os bancos.

Depois das férias quando voltava para a severidade, levava sempre presunto e chouriços. A primeira vez, ainda não habituado aos costumes da casa, fui confiscado. Ficaram-me com todos os fumados. Deviam-se rir de nós ao comê-los. Desejei-lhes silenciosamente que se entalassem até ao rabo com aqueles alimentos. Da segunda vez, e sabendo o que acontecia, guardei os produtos debaixo da capa e nas mangas do capote. Podia cheirar um pouco, mas nunca descobriram onde estavam. Sabíamos que nessa noite teríamos revista ao quarto. Pegava nos odores de porco divinais e escondia-os no penico. Nunca o utilizava a não ser para esse fim. Vinham, revistavam tudo, e partiam desolados. Com os produtos bem guardados em nosso poder, marcávamos uma noite, eu mais seis, para nos juntarmos e fazermos uma pequena e silenciosa festa. 

A preparação era cuidadosa. Levávamos vários anos de casa e, mesmo assim sabíamos que todos os cuidados eram poucos. Tínhamos de tapar todas as possíveis passagens de luz de um dos quartos. O mais retirado do local onde dormiam os padres era o do Fernando. Tudo preparado, deixávamos a noite adormecer o seminário. E saíamos silenciosamente das nossas celas. Só o ruídos das madeiras velhas, os sons que a noite produzia no edifício antigo, tornavam a operação temida por alguns do grupo. O Joaquim era sempre o último a chegar. Todos no quarto do Fernando, luz coberta com um pano, decidíamos quem iria buscar o vinho. A decisão era difícil naquela penumbra silenciosa. Não queríamos que fosse o Joaquim. Com receio de ser apanhado, andava sempre acagaçado, poderia estragar tudo. Era eu e o Fernando que procedíamos à operação. Saíamos do quarto e dirigíamo-nos à cozinha onde habitualmente dormia o senhor Barros, cozinheiro e guarda-nocturno, homem idoso que de noite não conseguia cumprir o seu papel. Como andávamos adiantados nos anos da prisão, tínhamos direito a capa e batina. Com elas vestidas, acordávamos o homem que roncava mais do que a noite, dizíamos que éramos padres, que precisávamos de duas ou três garrafas de bom vinho. Acordava sobressaltado, muito boas-noites senhores padres, e não fazia mais perguntas. Ia à adega e trazia sempre mais do que o pedido. Se pedíssemos três trazia quatro. Estão aqui. E não tem nenhum pão senhor Barros? Há algum, mas é de ontem. Não faz mal. Trazia uma broa. Muito obrigado. Pode continuar a dormir.

No quarto, a festa durava até ao amanhecer. Nada sobrava. Ficava no quarto um odor a chouriço e a vinho, difícil de esconder.

Mal a manhã nascia, apagávamos as luzes, abríamos a janela que dava para o exterior, e cada um se dirigia para o seu aposento…

Castro de Sabrosa

Castro de Sabrosa ou da Sancha

O Castro de Sabrosa ou da Sancha, monumento existente no cume de um monte muito próximo de Sabrosa, vila sede de concelho do distrito de Vila Real, é uma importante implantação geoestratégica, sobranceiro ao rio Pinhão.

O Castro de Sabrosa é conhecido bibliograficamente desde o século XVIII, assumindo-se hoje como uma das principais estações arqueológicas da Região do Douro. As escavações ali realizadas permitiram a identificação de uma acrópole, denominada pelos responsáveis como "reduto cimeiro" dominada por um torreão maciço em pedra que encosta parcialmente à primeira muralha ou muralha principal do povoado de onde se acedia para um recinto murado em cujo interior se podem observar estruturas habitacionais de tipologia variada, portas e rampas de acesso.

Verdadeiramente imponentes são as três cintas de muralha construídas com enormes e bem afeiçoados blocos graníticos.

Informação recolhida em quadro explicativo do património arqueológico da região, no Trilho de S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real.

Bom Pão da Ercília Azambujo

De Évora ou bom pão de Mirandela

O segredo de um bom pão é o forno a lenha e a massa tradicional

Cada vez que vou ao Alentejo, venho convencido que já não há por lá pão como o que se lá comia há quarenta anos. Nem o de Montoito! Em Montoito já se cansaram de fazer a boleima que era dos melhores doces secos tradicionais, a fazer lembrar os dormidos e o bolo-podre. Agora, por lá, tentam enganar-nos com uns doces de padaria aldrabados com uma farinha ordinária e químicos. Mas há lá pasteleiros que perseguem com arte e amor a excelência. Onde se come um pão-de-rala como o que sai das mãos da Ercília Azambujo, de Évora? Pão trigo há muito melhor em Mirandela ou noutros locais de Trás-os-Montes. O segredo de um bom pão é não se abdicar do forno a lenha e da massa tradicional.