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ArteAzul-Atelier

 

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As lojas chinesas estão a tornar-se uma praga, graças à pouca cultura que a nossa gente tem. Cada vez que compram um produto chinês, nós os portugueses e Portugal, ficamos mais pobres. Além disso, ao comprarmos produtos chineses estamos a empurrar mais portugueses para o desemprego.

Digam-me o que é que os comerciantes chineses compram nas lojas portuguesas? Porque é que não têm, também, alguns produtos portugueses nas suas lojas? O que me parece é que eles praticam um quase racismo comercial, relativamente aos produtos portugueses. A forma de os fazer mudar de estratégia é, ao entrar nas suas lojas, questioná-los, pedir-lhes produtos portugueses. Se sabem que somos nós que lhe demos dinheiro a ganhar, também deviam pensar um pouco em retribuir e não só mandar dinheiro para a China. A maior parte dos produtos chineses não têm qualidade, pelo que lembramos: «quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano.»

O Découpage na Suiça

A Arte de Découpage na Suiça

Quando em 1985 o Museu de Arte Aplicada de Winterthur, cidade próxima de Zurique, na Suiça, organizou a primeira exposição suiça de obras de Découpage, podia ler-se no respetivo catálogo: «Nos últimos anos, a Arte do Découpage muito se desenvolveu, o que nos motivou a realizar uma espécie de inventário».

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Flûtes

"Flûtes" ao estilo veneziano

Limpa-se a peça com álcool para lhe retirar qualquer gordura existente. Primeiramente, com a ajuda de uma pequena esponja, cobre-se com "frost" prata a superfície exterior do copo e a base, para adquirirem um aspeto ligeiramente opaco e texturado.

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O Barco Rabelo

Rio Douro

Um dos traços mais distintos do norte de Portugal e que realça a beleza da paisagem é o rio Douro. Até finais do século XVIII, só era possível navegá-lo entre a foz e o Cachão da Valeira, onde o rio, desnivelado, era apertado pelas rochas abruptas nas suas margens. 

O rio Douro foi, durante muitos anos, a via mais rápida de transporte de vinho generoso para a margem oposta à cidade do Porto - zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, onde se fazia e ainda hoje se faz o armazenamento e o envelhecimento do precioso néctar. Esse transporte era feito pelos barcos rabelos, embarcações à vela em que, dependendo do seu porte, eram necessários entre dois a dez homens para manobrá-lo.

Fundações, Observatórios

Institutos e Cooperativas

causas da nossa desgraça colectiva

No total são 13.740 entidades públicas a «mamar» da vaca do Estado

A democracia Portuguesa, tal como o estado novo, fecundou excrescências por todos os lados e em todos os domínios sociais. Sempre com a ânsia de obter o melhor, fez-se o pior. A república tentou e conseguiu extinguir a monarquia que estava abalada pela reforma constitucional, ferida pela ditadura administrativa de João Franco. A república pretendia mudar simplesmente de regime. Mas em 1 de Fevereiro de 1908, Manuel Buíça, professor primário de Vinhais e Alfredo Costa, comerciante de Lisboa, dispararam  mortalmente, contra o Rei D. Carlos e contra seu filho D. Luís Filipe e agravando a situação política portuguesa que em 5 de Outubro de 1910 proclamou o Republicanismo que dividiu os Portugueses de alto abaixo. O I centenário da República, comemorado em 2010 e o centenário das incursões monárquicas (em 2011 e 2012), invocado no ano que ora acaba, devem ser pretexto para religar a crise política que vivemos, um século depois. Tem duas vertentes este centenário: o político e o económico, sendo certo que este depende daquele.  Há um século, prevaleciam dois partidos que disputavam o poder: o progressista e o regenerador. Volvidos cem anos são várias as formações políticas que se resumem à direita e à esquerda. A esquerda de hoje talvez mais influente graças à conotação com o golpe militar de 25 de Abril de 1974 que, fustigada pela guerra do Ultramar e pelo êxodo emigratório na segunda metade do século XX, se abrigou à sombra das armas e da influência revolucionária, reclama  os sortilégios desse golpe. A direita, estribada nos bons costumes, na tradição e nos princípios católicos, lamenta a inexistência de um partido Monárquico e dispersa-se por forças centristas, tão democráticas como aquelas que se dizem de esquerda, mas que na prática, se têm revelado incapazes de entendimentos firmes que devolvam ao país, um clima de  paz social, de progresso e de esperança para as novas gerações.

A entrada de Portugal na União Europeia afigurou-se um mal necessário quando se consentiu o abandono das terras e a troca da riqueza agro-pecuária pelos euros que chegavam em contentores, mas que tarde e mal chegavam aos seus verdadeiros destinatários.

Os políticos profissionais, deslumbrados com tanto dinheiro, deixaram-se adormecer no sonho de o distribuírem pela sua clientela, em vez de o entregarem, àqueles que até ali tinham alimentado os portugueses com aquilo que a terra dava: agro-pecuária. Nunca, em nove séculos, se tinha visto coisa assim: pagar para não produzir e com uma certeza: Portugal tinha uma agricultura de boa qualidade, quer na carne, quer nos produtos agrícolas. Tinha também uma costa pesqueira invejável que outros nunca tiveram. Como foi possível empobrecer o país real, levando-o à desertificação, à pobreza e a agonia social é a questão que ninguém quer assumir mas que todos os governantes cometeram, como bem disse António Guterres na sua recente passagem por Portugal. Foi sério ao assumir a sua responsabilidade. Outros não fazem assim...

A democracia trouxe consigo uma praga: uma geração de políticos profissionais, normalmente, escolhidos de entre a plebe que, olhando para o umbigo e para os actos eleitorais seguintes, tudo fizeram para satisfazer as suas apetências pessoais, a fidelidade partidária e a permanência, a qualquer preço, na alta política que dá prestígio, garante empregos aos seus e lhes assegura um futuro financeiro.

Em 1978 teve Portugal a primeira ameaça de bancarrota. Era Mário Soares o primeiro Ministro. Retirou o subsídio de Natal aos funcionários. A fome real foi indisfarçável. Repetiu-se em 1983,  com o mesmo líder no Governo. Seguiram-se anos de vacas gordas, até voltarem os anos de vacas magras. Alguns dos grandes culpados estão a contas com a justiça. Políticos, banqueiros, assessores. Alguém acredita que a justiça se faça, se a justiça anda pelas ruas da amargura? Nem os seus titulares se entendem nem o povo acredita neles.

Urge restringir sorvedouros sistemáticos de dinheiros públicos. O país, desde há muitos anos, está pejado desses sorvedouros nacionais, regionais e locais. Fundações, observatórios, institutos, cooperativas, academias são às centenas. Algumas feitas, geridas e orientadas, exclusivamente para manter o estatuto supranumerário do seu patrono. Outras perpetuando nomes de figuras sinistras, obscuras, ridículas. A Lusa informou, em 13 de Setembro, que o conselho de Ministros aprovou 139 propostas de extinção ou mudança de estatuto. A mesma fonte informa que foram identificadas 558 entidades, sem incluir as  religiosas. Existem 639 fundações. Institutos são 356 e 343 empresas com idêntico carácter. No total são 13.740 entidades públicas a «mamar» da vaca do Estado. Leu-se no mesmo bloco que o governo pensa cortar entre 150 a 220 milhões de euros, por ano, metade do que anualmente costuma distribuir. É óbvio que nem todas as fundações recebem dinheiros do Estado. Se algumas merecem apoios outras nem apoios, nem benefícios fiscais. Do mesmo modo os 119 observatórios. Há Câmaras municipais, como esta onde vivo, que tem oito cooperativas. Em 1990 a autarquia tinha 850 funcionários. Hoje tem 1850. Haverá orçamento que resista?