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ArteAzul-Atelier

 

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As lojas chinesas estão a tornar-se uma praga, graças à pouca cultura que a nossa gente tem. Cada vez que compram um produto chinês, nós os portugueses e Portugal, ficamos mais pobres. Além disso, ao comprarmos produtos chineses estamos a empurrar mais portugueses para o desemprego.

Digam-me o que é que os comerciantes chineses compram nas lojas portuguesas? Porque é que não têm, também, alguns produtos portugueses nas suas lojas? O que me parece é que eles praticam um quase racismo comercial, relativamente aos produtos portugueses. A forma de os fazer mudar de estratégia é, ao entrar nas suas lojas, questioná-los, pedir-lhes produtos portugueses. Se sabem que somos nós que lhe demos dinheiro a ganhar, também deviam pensar um pouco em retribuir e não só mandar dinheiro para a China. A maior parte dos produtos chineses não têm qualidade, pelo que lembramos: «quem se veste de ruim pano, veste-se duas vezes no ano.»

Arranjos de Natal

Composições "Arranjos de Natal"

Em decorações de espaços interiores, por exemplo numa sala principal onde decorrem anualmente as festas alusivas à quadra de Natal, servem muitas vezes os centros de mesa ou jarrões como suporte a Arranjos de Natal elaborados com materiais diversos, juntando peças já usadas em anos anteriores ou peças novas, umas e outras com cores fortes e quentes como é o caso dos tons vermelhos associados às cores complementares dos tons verdes, resultando daí composições extremamente expressivas e contrastantes de modo a simbolizar a força e o calor humanos que nestas alturas devem prevalecer nos ambientes familiares.

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Luz e Luminosidade

A Luz e o tratamento da luminosidade

O quadro representado ao lado foi pintado por um dos artistas que mais se empenharam em estudar os efeitos luminosos na paisagem - o pintot espanhol Joaquín Sorolla (1863-1923). O destaque dado à luz e o tratamento da luminosidade revelam a influência dos impressionistas e fauvistas no estilo do autor.

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A Agonia de Amália Carcalhota

«O Capote, de Gogol»

A afirmação, se não estou em erro, é do imortal Dostoievski. Que "todos vimos de «O Capote, de Gogol»", diz, referindo-se aos confrades seus coevos e, consequentemente, a si próprio.

Donde vimos, de que vimos, ou de quem vimos, sempre se poderá questionar, seja a propósito da voz de quem canta, das mãos de quem amanha a gleba, ou pinta, ou esculpe.

Da mesma forma se questionará quanto à pena ou à garra de quem, melhor ou pior, alinhava umas letras. Sem grande preocupação em fundamentar as razões que me sustentam o culto pela leitura (e não só), creio poder recorrer a uma vivência que, repleta, embora, de factores adversos - ou talvez mesmo por isso - reputo de inestimável riqueza.

De modo tal que, à distância de uma eternidade e à revelia de uma férrea vontade de disciplinar os raciocínios, o rosto do tamanqueiro que tocava clarinete na filarmónica e ensinava a ler, escrever e contar, à luz do candeeiro de petróleo, surge-me como o de Tales de Mileto quando na imaginação quero dar rosto ao filósofo. Porque antes de saber de Tales como primeiro ou dos primeiros filósofos de Ocidente já eu escutara o tamanqueiro filosofando, discorrendo sobre a fecundidade dos peixes ou sobre as metamorfoses dos grilos e dos batráquios.

Assim também, muito antes dos sucessos da astronáutica nos meados do século findo, já os irmãos lá das eiras onde a ruína do seu tugúrio parece eternizar-se, sonhadores impenitentes, haviam procedido a laboriosas experiências ciêntificas, tal como outros sonhadores o fizeram antes e o farão depois deles. E embora menos feliz que Bartolomeu de Gusmão, um deles tinha orgulho em não haver partido as costelas quando se lançara, do cimo de um alto espigueiro, na sua passarola feita de dois velhos guarda-chuvas e um caixote de madeira, indo aterrar a cerca de doze braças do esteio do canastro. Eram eles, para além de outros saberes, dos mais assíduos contadores de histórias, algumas por si mesmos improvisadas e revestidas da sua veia ciêntifica, pelo espaço sideral conduzindo a nossa imaginação maravilhada com as proezas do Chanca Torta e do Maripum, "aviadores da 'stremosfera".

Outros contadores e contadoras debitavam as suas narrativas, às vezes em conformidade com o seu próprio entendimento. E não iria eu imaginar, então, que, contos ou fragmentos de obras de alguns clássicos posteriormente revelados nas minhas leituras, eram ali dados em versões ingénuas e não raro apresentados como autênticos, embora "acontecidos" algures - na raia ou assim lá p'ra longe, que longe, então, tudo nos ficava.

No "Lazarillo de Tormes", por exemplo, viria encontrar-me com as figuras da história que o Abílio Cego contava e que se nos afigurava um tanto perversa, pois que uma delas era também um cego. Mas o Abílio era assim, pesporrento, brincalhão e orgulhoso. E não tinha pejo em nos apresentar a sua bizarra versão do "Lazarillo", na qual o guia do cego, ressentido por este lhe haver descoberto a calva ao revelar, perante a bem-feitora, no acto da recolha das malgas, que o caldo com que os esmolara estava muito bom, que "inté cheirava a chouriça". A bem-feitora apenas olhou o guia com ar reprovador, para não abrir quezília, mas logo percebeu que o macanjo do guia retirara da malga do cego o que lhe coubera como quinhão do perfumado acepipe. Mas o malsim do guia é que não se conformou; e a certa altura da jornada, diante do tronco de um sobreiro incitou o cego: "Salta que é rego". O cego obedeceu, mas logo: "Pumba, c'os cornos no sobreiro, ai jasus que rachei a testa" - ria o Abílio quase em sufoco: "Cheirou-te o caldo a chouriça e não te cheirou o sobreiro a cortiça?

Já antes Grimm e Andersen me haviam levado, num surpreso "rappel", a confrontar os seus escritos chancelados, com o que na memória me ficara dos contos dos meus contadores.

Da maternal Candidinha, rosto miúdo e riscadinho de linhas que lhe compunham o sorriso mais lindo que se possa imaginar, vinham para ressarcir da catequese que nos ministrava ao grupo acocorado em volta do bragal no coradoiro, contos como aquele do João Balgeão e o Bom Bispo, que a seu tempo eu viria a conciliar com "Os Miseráveis", de Victor Hugo, no episódio da pernoita de Jean Valgean, em casa do prelado. A lembrar as belas rapsódias de grandes compositores, entretecidas do mais genuíno folclore - eslavo, ibérico, mediterrânico - muitas vezes me ponho a interrogação: Quem teria precedido quem?

Valem estas reflexões, para além de prelúdio de A Agonia da Amália Carcalhota, como pretexto de sincero perdão aos meus adoráveis e saudosos contadores, aos quais julgo dever algo do padrão estético que enforma esta e outra restante prosa.

Lisboa, Dezembro de 2010

in A Agonia da Amália Carcalhota

Enchidos e enlatados

Comer enchidos e enlatados ou carnes processadas com moderação

A informação sobre enchidos, fumeiro e carnes processadas, colando-as às doenças de foro oncológico do aparelho digestivo causo impacto negativo nos consumidores. Mas, se os leitores se lembram, em tempos, combati as prepotências de certas políticas da ASAE, por serem contra os nossos produtos criados em ambiente natural e promoverem os produtos de boa apresentação, à base de produtos cancerígenos.

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