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ArteAzul-Atelier

 

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O bragançano, Virgílio Gomes (irmão do ex-governador civil de Bragança) é um dos maiores especialistas nacionais em gastronomia. Semanalmente somos um dos privilegiados com as suas belas e suculentas crónicas gastronómicas que nos ajudam a recordar saberes da gastronomia tradicional, mas, principalmente, à aquisição de novos saberes dos sabores da mesa e do estômago. Uma vez ou outra, damos-lhe o nosso ponto de vista, que ele recebe sempre com a humildade de bom transmontano. É, talvez, esta sua humildade e descrição quando se expõe que ainda o elevam mais. Por isso, sentimo-nos honrados e agradecidos em nos mimar com as suas crónicas de saberes sobre os sabores. Para os que pretendam consultar o seu site, aqui fica: virgiliogomes.com. Desejamos a Virgílio Gomes, autor do livro «Transmontanices - Causas de Comer», que a sua pena nunca se canse.

O desenho na folha de estanho

Transposição do desenho para a folha de estanho

Para projetar uma gravura sobre uma folha  de estanho, é necessário antes de tudo o mais fazer uma escolha criteriosa do desenho e das suas dimensões relativamente à superfície em que vamos trabalhar. Poder-se-á transmitir na obra a executar a originalidade do artista, efetuanto um desenho da sua autoria ou fazendo uma composição através da junção de porções de outros desenhos, ou, então, poderá servir-se de esquemas já fabricados, facilmente encontrados em revistas da especialidade, ou pode ainda ser considerada a hipótese de partir de desenhos vários, por exemplo esquemas apropriados para bordados mas que para este efeito - a gravura sobre folha de estanho - poderão servir muito bem.

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"Falso" Esmalte

"Falso" Esmalte com cola e tridimensional transparente

O Falso Esmalte pode ser executado em folha ou placa de alumínio. É uma técnica que se baseia na colagem de uma estampa que é depois envernizada com várias camadas (duas ou três) de verniz brilhante e lhe é dado volume com aplicação de tridimensional transparente.

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Tinta a Óleo

Preparação artesanal

Até ao século XIX, a fabricação e preparação da tinta fazia parte das atividades artísticas do pintor e dos seus aprendizes. Ao lado do compartimento onde eram executadas as obras, havia outro onde as tintas eram preparadas. Existiam aqui frascos com azeites e óleos, resinas e essências, saquinhos de pano com terras de diferentes cores, recipientes com cores já preparadas, pincéis, pedaços de pano para limpezas, etc. Era neste lugar onde o aprendiz de pintor passava uma boa parte do tempo, ajudando nos trabalhos de feitura das tintas.

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Patchwork Embutido

Retalhos de tecido e utilização de um suporte especial

Com a utilização de retalhos de tecido, à partida parecendo não servirem para nada, ou então recortes feitos de propósito obedecendo a um projeto para um trabalho artístico mais elaborado, poderão encontrar-se belos motivos e obras em tecido maravilhosas e cheias de brilho para decorar. 

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Modelação

Pasta de modelação

O ato de modelar é antes de mais um bom exercício para desenvolver capacidades de destreza manual, essenciais para melhorar a realização de algumas atividades. Sobretudo para as crianças e adolescentes mas também para adultos de todas as idades, a modelação, também designada por modelagem, faz parte dos conteúdos e matérias de ensino nas escolas e das preocupações pedagógicas de professores, com fins de incrementar a agilidade e despertar aptidões, não apenas físicas mas outras como por exemplo a criação artística.

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Découpage no Pays-d’Enhaut, Suisse

Recorte de papel e sua colagem

Quando se aborda o tema “Artes Decorativas”, nomeadamente as relacionadas com as técnicas que se executam artesanalmente, muito se ouve falar e muito se escreve sobre uma dessas técnicas que dá pelo nome de “Découpage”. São muitas as formas de fazer Découpage: as diversas nuances, os diferentes modos de arte ou, na pior das hipóteses, as inúmeras maneiras de trabalhar artesanalmente esta técnica manual de decoração perfazem um vasto conjunto de teorias que, aliadas à cultura, à realidade e ao saber, constituem uma prática ligada a diversas transformações da arte original e utilização de motivos mais ou menos relacionados com as respetivas vivências locais, originando resultados divergentes através de composições com elementos que o artista ou artesão escolhem aleatoriamente segundo os seus próprios gostos, tendências ou facilidades de execução.

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Embelezamento de superfícies II

Criar e embelezar superfícies: sugestões

O craquelé e o vintage

Demos conta no artigo anterior de trabalhos que envolvem a criação e embelezamento de superfícies, nomeadamente pequenas caixas fabricadas em madeira.

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Logotipos

Logótipos, símbolos, imagens de marca

Qualquer que seja a atividade, como por exemplo a artística ou a artesanal, poderá requerer um sinal identificativo, específico dessa mesma atividade ou do seu mentor ou executante ou ainda o conjunto dos dois. Uma imagem identificadora, sendo original, evidentemente, ou um simples lettering ajudará, certamente, na divulgação de produtos ou serviços. Surgem, assim, os logotipos ou logótipos, os símbolos e imagens de marca.

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Céu e sua luminosidade

Estudo da representação do céu

Na pintura ao ar livre, a luz invade tudo: árvores, montanhas, mares, terra, etc. Todos os elementos da paisagem têm as suas cores matizadas pela incidência dos raios do sol. Há, no entanto, um elemento que, poderemos dizê-lo, não possui luz própria - o céu -, mas é, na pintura, uma fonte de luz que define as cores. O céu, na paisagem, é um elemento importantíssimo, pois toma diferentes colorações, dependendo da altura do ano, do dia, do tempo, da temperatura.

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Fisgas de Ermelo - monumento natural

Abismo multifacetado

Este lugar é de facto um monumento natural em que paira no ar uma atmosfera de religiosidade que advém, não só da grandeza, mas também do inesperado.

Sob a música de fundo, que é o troar, neste abismo multifacetado, das águas invernais, contempla-se com devoção este imenso arco quartzítico, de um «gótico» natural, que forças tectónicas fracturaram e que as águas vão, pouco a pouco, cortando.

Arq.º Robert de Moura

in Ficha Técnica - Edição da Câmara Municipal de Mondim de Basto

Coordenação: Alfredo Pinto Coelho

Selecção de textos: Luís Jales de Oliveira, Alfredo Pinto Coelho

Fotografia: Manuel Matos, Nélson Palmeira, Carlos Costa

Abril

Se não chove em Abril

Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.

No princípio ou no fim, costuma Abril ser ruim.

Homem pequenino ou velhaco ou dançarino.

Vinho Regional Tejo

Tejo - DOC Tejo - Vinho Regional Tejo

Castas Principais:

Brancas – Fernão Pires

Tintas – Castelão, Trincadeira

e variedades internacionais

Prados aquosos e salpicados de salgueiros, campos agrícolas verdes e planos atravessados por um largo e imponente rio – estas são as imagens clássicas da região do Tejo. E de facto a região abrange grande parte do percurso do rio Tejo que flui desde o centro de Portugal até ao seu amplo estuário, em Lisboa. Mas para longe do rio, a região do Tejo sobe em altitude para um campo mais seco e montanhoso, vestido de olivais e pomares, bem como de vinhas.

Nos anos mais recentes, em que as prioridades mudaram de quantidade para qualidade, as novas plantações de vinha na região do Tejo têm-se concentrado nestas áreas mais altas e secas. As duas zonas mais altas são a Charneca e Bairro. A Charneca fica a sudeste do rio, na fronteira com o Alentejo, e é mais quente e seca do que o resto da região do Tejo. Aqui os solos são arenosos, o rendimento da vinha é baixo (uma vantagem para a qualidade) e as uvas amadurecem facilmente e cedo. Ao norte e ao leste do rio, os planaltos são conhecidos como “O Bairro”, onde alternam planícies e colinas que se estendem finalmente até ao sopé das montanhas da Serra de Aire e Serra dos Candeeiros, junto à fronteira com a região de Lisboa. No Bairro os solos são principalmente de argila e calcário, com uma mancha de xisto perto da pequena e encantadora cidade medieval de Tomar.

Algumas das vinhas da região do Tejo ainda crescem na Lezíria, as férteis planícies aluviais onde a água nunca está muito abaixo da superfície e do clima é moderado pelo rio, em cheia ou inundação no inverno, manchado com bancos de areia no verão.

É preciso muito empenho para produzir vinhos finos nestas condições: poda conscienciosa, corte de vegetação exuberante e cortando os cachos em excesso antes de terem tempo para se desenvolver. Muitos viticultores entregam as suas colheitas às cooperativas. Grande parte do produto final é um vinho tinto suave, fácil de beber, um rosé frutado e muitas vezes um branco perfumado para todos os dias. Alguns viticultores mudaram para outras culturas – há um mercado imediato para os melões, morangos, tomates, cereais, arroz, legumes e frutas, que também crescem com grande facilidade nas planícies junto ao rio.

Também há pasto para o gado – cavalos Lusitanos, criação de touros para corridas de touros do tipo português, menos terminal, e no sul junto ao estuário existe uma reserva natural de pantanal. No coração da região, a cidade de Santarém, em tempos uma cidade fortaleza estratégica situada num planalto junto ao rio, é agora um animado centro agrícola.

Bem como tinto fácil de beber, brancos perfumados e rosés frutados, o Tejo também tem vinhos mais complexos produzidos nas colinas mais secas.

Informação “Academia Vinhos de Portugal” Wines of Portugal

Políticos Portugueses

têm de acertar passo com a História de Portugal

A Nação Portuguesa não merece  o que os seus políticos, de hoje e do passado, têm feito em relação à verdade histórica. Como todos eles chegam ao palco das celebridades com ânsias de que a própria História os eternize, o que eles pretendem é inovar, quase sempre pela negativa. Como a a verdade é só uma e não dá para todos serem celebrados pela mesma razão, eis que cada um usa os argumentos da ficção para impor-se pelo ineditismo de uma qualquer tese que raramente parte da objectividade dos factos com que se deve escrever a História de Portugal.

Abordo esta evidência com o exemplo do 24 de Junho de 1128. Qualquer cidadão que goste de falar de Portugal e dos Portugueses saberá que Portugal nasceu na Batalha de S. Mamede que teve lugar «naquela primeira tarde Portuguesa» de 24 de Junho de 1128. Era dia de S. João. Foi pura coincidência. Vingou o dia do santo do meu nome. Mas perdeu o maior facto da História que nos diz respeito. Tal como acontece com as pessoas, as pátrias, assinalam sempre o dia do seu nascimento. Ora dia 24 de Junho de 1128 travou-se uma batalha que recebeu o nome do local onde ela se deu: prope castellum. Ou seja: junto do Castelo da Nacionalidade, em Guimarães. Por morte do Conde D. Henrique que recebera do sogro o Condado Portucalense, tudo fez o filho, D. Afonso Henriques, para honrar os propósitos do Pai. Que propósitos eram esses? Tornar independente de Espanha esse condado. A Mãe, D. Teresa, que em vida do marido, concordava com ele, mudou de ideias, quando fez a união de facto com o conde Fernão Peres de Trava que queria manter aquele condado na dependência da Galiza. O diferendo resolveu-se através de um torneio militar. Afonso Henriques venceu e, foi esse o primeiro grande passo para se travarem novas batalhas, já não entre povos do mesmo povo, mas povos de dois povos diferentes. Já em 1139 na Batalha de Ourique D. Afonso Henriques se considerou Rei de Portugal, ao vencer os 5 reis mouros. Em 1143 foi o primo, rei da Galiza que reconheceu a D. Afonso esse estatuto. Mas oficialmente só em 1179 o papa Alexandre III, reconheceu, urbi et orbi, Portugal como reino Independente.

Foi tão ingente a odisseia Portuguesa que nunca houve discernimento e consenso para acertar o passo com o nascimento deste novo reino que «deu novos mundos ao mundo», esquecendo o simbolismo dessa data. O Estado Novo, fiel ao orgulho do épico Camões, viu nos Lusíadas o livro de actas desde 1128 até 10 de Junho de 1525, data da morte do Camões. Toca a escolher esse dia como Dia de Portugal,mais tarde da Raça. Com a guerra do Ultramar era nessa data que se medalhavam os heróis, pelo que, depois do 25 de Abril, se extinguiram os símbolos que mais colidiam contra o regime deposto. Foi o exemplo da Ponte Salazar que os radicais de esquerda trocaram pela Ponte 25 de Abril, como se fosse possível num único dia construir uma ponte com aquela dimensão.

Só Guimarães escolheu o 24 de Junho para simbolizar o dia de anos do nascimento de Portugal. E, desde 1974, sempre houve consenso entre os partidos representados no executivo municipal para oficializar essa data como a única, verdadeira e simbólica do DIA UM de Portugal. Nenhum partido quebrou essa ideia, até que em 1990, o PS tendo obtido a maioria no Executivo e na Assembleia Municipal, mandou às malvas aquela regra de ouro, transformando aquela data que tanto esforço exigira para consensualizar os órgãos de soberania a oficializarem o Dia Um de Portugal no primeiro e mais simbólico feriado nacional, no dia de todas as inaugurações. Ainda recentemente a propósito da extinção de alguns feriados nacionais, o deputado centrista José Ribeiro e Castro, publicou um opúsculo que veio apresentar a Guimarães, no qual preconiza o dia 1º de Dezembro como dia de Portugal. Ora quando o dia 1º de Dezembro restaurou Portugal, já Portugal tinha 512 anos. E é evidente que só pode restaurar-se aquilo que já existe. O caricato é que o Presidente da Câmara de Guimarães aceitou o convite para apresentar esse livro que pretende subtrair 512 anos à verdadeira História de Portugal.

Este ano que por causa da CEC, o 24 de Junho tinha um simbolismo especial, voltou a Guimarães o PR para abrilhantar a inauguração da Plataforma das Artes. E muito bem. Só foi pena que os mesmos de sempre tenham dado azo às televisões e à opinião pública de que Cavaco Silva foi e é carrasco de todas as crises, esquecendo os mass media que esse não era o dia de S. João e das inaugurações mas sim o dia do nascimento de Portugal. O que ficou no ouvido da opinião pública foi aquilo que durante muitos anos se silenciou. Não se viram cartazes alusivos à data. Não houve sensibilização para que parlamentares propusessem o 24 de Junho para feriado Nacional, trocando-o pelo 10 de Junho – o que não se explica. A Câmara fez bem por um lado elogiando, prestigiando e distinguindo o mais alto Representante da Nação. Fez mal, por outro lado, ao não apostar neste importante evento, todas as cedências partidárias para que o Parlamento, antes de abolir dois feriados nacionais, acerte o calendário das efemérides que mais significado têm. Nenhum feriado nacional é tão simbólico como o 24 de Junho. Há um grupo de Vimaranenses que não se cansa de reivindicar esta justíssima exigência nacional que não tem intuitos partidários. Ninguém lhe dá ouvidos. Até quando continuaremos divididos por uma causa tão Portuguesa e tão evidente?