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ArteAzul-Atelier

 

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O bragançano, Virgílio Gomes (irmão do ex-governador civil de Bragança) é um dos maiores especialistas nacionais em gastronomia. Semanalmente somos um dos privilegiados com as suas belas e suculentas crónicas gastronómicas que nos ajudam a recordar saberes da gastronomia tradicional, mas, principalmente, à aquisição de novos saberes dos sabores da mesa e do estômago. Uma vez ou outra, damos-lhe o nosso ponto de vista, que ele recebe sempre com a humildade de bom transmontano. É, talvez, esta sua humildade e descrição quando se expõe que ainda o elevam mais. Por isso, sentimo-nos honrados e agradecidos em nos mimar com as suas crónicas de saberes sobre os sabores. Para os que pretendam consultar o seu site, aqui fica: virgiliogomes.com. Desejamos a Virgílio Gomes, autor do livro «Transmontanices - Causas de Comer», que a sua pena nunca se canse.

Compoteira de Vidro

Execução no interior da peça

Neste caso, a técnica de decoração é executada pelo lado interior da peça. Inicia-se limpando muito bem com álcool. Com o "glitter" dourado, fazem-se arabescos a gosto e deixa-se secar.

Seguidamente, utilizando a pasta de cristal, espalha-se esta em todo o interior com a ajuda de uma pequena trincha. Deixa-se secar durante vinte e quatro horas.

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Pergamano e "Slow Made"

O pergamano como exemplo de trabalho “Slow Made”

A realização de trabalhos em papel pergamano assim como dos respetivos vídeos têm sido tarefas a ocupar muitas horas do dia, durante semanas e semanas, no ArteAzul-Atelier. 

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Substâncias de carga na pintura

Substâncias de carga misturadas com tintas

Alteração de texturas

Uma das razões pela qual os artistas preferem o óleo em vez de outras técnicas é o facto da pintura a óleo ser a mais adequada para as mais diversas experiências. O pormenor importante das tintas a óleo serem de secagem demorada permite uma especial agilidade no seu manuseamento com os pincéis, trinchas e espátulas.

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O papel utilizado no Découpage

Deve escolher-se um papel de fibras longas

Tal como os instrumentos que se usam no Découpage - referindo-nos à Arte do Découpage na Suiça, concretamente na região do Pays-d’Enhaut -, escolhidos segundo características convenientes para a ‘arte do corte’, também as opções quanto ao papel, elemento essencial, devem ser bem ponderadas para uma boa escolha. Essas opções não serão muitas dado que as regras para essa escolha são muito precisas, segundo aqueles que realizam esta arte - os “découpeurs” e as “découpeuses”.

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Móvel Antigo

Transformação visual de móvel antigo

O móvel da foto acima, uma cómoda em madeira de castanho na fase inicial do processo de transformação, adquiriu, finalizado o trabalho, um aspeto visual de acordo com o objetivo inicial: evidência das linhas clássicas, agora em tons de cor modernos e luminosos, mantendo e realçando algumas áreas através de suaves contrastes, usando técnicas de envelhecimento.

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A "Arte da Fibra"

Tapeçaria ou "arte da fibra"

A tapeçaria ou "a arte da fibra", como hoje é conhecida, é a vertente artística que mostra as relações entre a tradição e as tendências mais modernas dos nossos dias. Até à década de 1960 o método era a reprodução artesanal de motivos criados pelo artista pintor. A partir daí foram introduzidos novos métodos de pensamento e de experiência e notou-se um envolvimento do próprio autor na criação da tapeçaria.

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Azulejar

A Arte de Azulejar  e a sua difusão na Península Ibérica

A arte do azulejo foi largamente difundida pelos povos islâmicos. Os árabes introduziram-na na Península Ibérica. Transmitida aos portugueses pelos hispano-mouriscos, utilizada pelos europeus, a arte de azulejar, em Portugal, ganha uma singular e prodigiosa aventura.

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Bandeja de latão antiga

Restauro de bandeja de latão antiga

A imagem fotográfica é de uma bandeja em fase adiantada de restauro. A peça apresentava a cor preta de fundo danificada, assim como a cercadura dourada muito apagada. A parte interior, o florão, relativamente em bom estado, exibia, contudo, alguns pingos de tinta, manchando a composição em alguns pontos. Estes pingos foram já retirados.

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Paisagem e efeitos na pintura

Optimização dos efeitos

Uso das cores e sombras para optimizar os efeitos na pintura de uma paisagem

Este artigo sobre pintura de uma paisagem complementa o artigo anterior, no que se refere ao uso das cores e sombras. Toda a paisagem tem vários planos: os que se apresentam mais próximos e os que se apresentam mais longe. Numa paisagem, os elementos mais próximos parecem ter tonalidades e cores mais fortes, podendo os seus detalhes serem vistos com pormenor. À medida que se afastam de nós, esses elementos, começam a ficar mais difusos e as suas cores tornam-se mais frias, tendendo para o cinza e o azul.

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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Nova sede em Lisboa

Fui já duas vezes à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa apresentar livros e vim de lá muito satisfeito. Soube que esta grande Casa Regional Trasmontana tem um enorme desafio pela frente. Foi-lhe oferecido, pelo município de Lisboa, um edifício nobre, situado entre o Corpo Santo e o Cais de Sodré, mas a precisar de grandes obras. Nas recentes eleições para os corpos sociais houve duas listas a votos, que não se fundiram, o que foi uma pena. Foi uma pena porque a tarefa ciclópica de remodelar a nova sede exige empenho de todos os trasmontanos e amigos. Saúdo o facto de haver muita gente de Mirandela nesta nova direcção. Em tempo de crise, saber que alguém quer fazer uma obra social não vai faltar quem se insinue junto da actual direcção para projectos e para as obras. Fosse a obra na região do Porto e o ilustre mirandelense, Artur Ferreira, formado no traço e risco académico coimbrão, diria presente. Quem encomende projectos, gastando o que não tem ou lhe vai fazer falta para o miolo da obra, é o caminho mais fácil e comprometedor da viabilidade do restauro.

Mas, conseguir do próprio município lisbonense que um, das centenas de arquitectos que este tem a expensas dos munícipes, elabore gratuitamente o projecto de restauro, já não são todos capazes de tal proeza. Depois, a vulgaridade dos arquitectos é generosa com a bolsa dos outros. É preciso saber implicar as pessoas certas, capazes de conseguir esta colaboração do município. Se todos remarem dentro do mesmo barco, embora seja uma tarefa muito difícil, não será impossível. É preciso muita humildade e espírito de sacrifício para se levar o barco a bom porto. Alerto, desde já, que a actual sede só deve ser negociada quando as obras para se instalar a Casa na nova estejam concluídas ou quase. Caso contrário ainda perdem pau e bola. Se tivesse responsabilidades na obra da nova sede, fá-las-ia de forma faseada, recorrendo a um bom subempreiteiro e a fundos comunitários e/ou sociais. Não vai ser fácil, mas não será impossível se houver talento e «mão-de-ferro» orçamental.

Novos Soutos

Para quem vão os fundos gastos no plantio de novos soutos?

Foi um facturar com ganância pelos mais expeditos

Há anos, com a vulgarização dos Projectos dos fundos comunitários, alguns engenheiros ou regentes agrícolas batiam as aldeias do interior e subiam as escadas dos agricultores para lhes propor a florestação de terras por aluguer e outros para elaboração de Projectos. Foi um facturar com ganância pelos mais expeditos. Tudo o mais foram quase só cinzas e plantações ao abandono. Na Ilha da Madeira falaram-me em alguns casos de vigarice. Isto é, sem os Projectos aprovados cobravam a fatia pelo trabalho técnico e nunca havia aprovação.

Em Portugal, dizem que uma associação de «castanheiros» foi criada à sombra da UTAD, mas distinta desta, pelo menos, na facturação. E o abocanhar de verbas do quadro comunitário é tal que se bate grande parte do país, apresentando os projectos como lhes interessa, assim se fala. Dizem que alguns senhores ligados à UTAD e os «compadres» e outros, farão um trabalho apresentado na sua essência envolvente como louvável, só que parece não o ser de todo. Alguns do meio mais atentos, acham estranho esta vocação principal de quem se arroga de servir universidade em investigar e inovar. Dizem que a associação quer monopolizar a fileira do castanheiro.

Já terá havido em tempos idos (não pude confirmar) professores credenciados ameaçados por, também, fazerem estudos oportunos, sérios e abrangentes sobre a castanha, em parceria com outros organismos insuspeitos e prestigiados, como o Instituto Ricardo Jorge. O que me parece, porque sirvo, como voluntário, há mais de 20 anos, um Projecto educativo, em que toda a verba entra na contabilidade da Universidade de Coimbra e por norma esta cobra à cabeça uns 25% a 30%. Se nos Projectos que a associação da fileira da castanha planifica, todas as verbas entram na UTAD, toda a Universidade beneficia. Mas, se passarem ao lado, alguém poderá andar a viver bem com a capa de benemérito.

Há municípios que se rendem a alguns «magos» universitários do tema. Para alguns agentes do desenvolvimento rural e local, os Projectos de plantação de souto e pomar deviam ser feitos em conjunto com os Municípios, associações florestais e proprietários para grande parte das verbas ficarem onde se plantam os castanheiros e motivam as plantações, gerando desenvolvimento local. Caso contrário poderá acontecer uns levarem mais os muitos milhares de euros e os outros ficarem com os problemas.

Curioso é dizerem-me que o projecto mais avançado no tratamento da doença do cancro do castanheiro é do IPB. Mesmo este tratamento já se comercializa e aplica noutros países há algum tempo. Intrigante é quando uns pretendem um pequeno apoio dos Serviços Florestais tudo são dificuldades e para as grandes verbas passarem para alguns «lobbies» parece que há condutas ou auto-estradas abertas.

Fabrico do Pão

O forno do concelho e o fabrico do pão

O único forno existente na aldeia era o forno comunitário, chamado o forno do concelho, ainda hoje operacional, mas agora com pouco uso.

É uma construção simples de granito, durante muitos anos coberta de colmo, de há umas décadas para cá com cobertura de telha vã, sem outra luz natural que a fornecida pela porta.

Habituados os olhos ao escuro, pode ver-se, em frente, o forno propriamente dito, com uma cruz esculpida no exterior da cúpula; à esquerda, o estendal de fingir e tender o pão; na parede oposta à boca do forno, a masseira de madeira; e do lado direito, a bancada de granito, coberta de palha, que servia de banco para a tagarelice das noites de Inverno e de catre para os pobres dormitarem misérias. Embutido na parede, ao lado direito da porta, um nicho para expor as senhas da marcação de vez.

Embora cada fornada de centeio durasse cerca de uma semana numa família média, o forno tinha poucos dias de paragem. De Segunda a Sábado, desde manhã até noite dentro, a laboração era contínua, excepção feita para a Semana Santa e o Natal.

As regras de funcionamento eram conhecidas de todas as vizinhas e cumpriam-se escrupulosamente:

A vez de utilização do forno era marcada pela pá da massa, ou outro sinal conhecido, no nicho à entrada da porta;

Cada forneira tinha a seu cargo deixar a masseira limpa e preparar o fermento para quem se lhe seguisse;

A lenha para aquecimento do forno era da responsabilidade de cada utilizador, a menos que a paragem do forno, no Inverno, fosse de dois ou mais dias, circunstância em que o aquecimento inicial era partilhado pelas forneiras em lista de espera;

O forno dispunha dos utensílios necessários, como a pá de enfornar, os lareiros de rapar e varrer, cabendo a cada utilizador mudar o varredouro de giesta no fim da fornada. Era frequente, todavia, que estes utensílios fossem trazidos de casa.

As roupas necessárias à confecção do pão - lençol da massa, cobertores e mantas de levedar e fingir, bem como a pá da massa - eram da responsabilidade de cada forneira;

Os trabalhos de conservação ou reparação do forno eram da responsabilidade de todos os vizinhos.

(...)

in Quem me dera naqueles montes...

Panóias

Do Significado Religioso de Panóias

Do Significado Religioso de Panóias", conta a viagem histórico-religiosa de Serapis, a divindade principal do templo de Panóias, desde o seu nascimento, no século IV a. C., em Alexandria, até à sua chegada às terras de Panóias, nos finais do século II d C., passando pela sua estada em Roma.

«Ver a origem e significado religiosos do Templo de Panóias não é ir a Panóias. E porque para entrar é necessário sair, ver a origem e significado de Panóias é viajar pelos caminhos quadrimensionais do espaço-tempo e dar conta da construção dos céus nos infernos da Terra, quais as vias e veredas terrenas até o Olimpo ter um só inquilino, porque monoteísmo visto com miudeza foi necessidade muita quando miúdo foi grandeza grande e grande grandeza pequena. O monoteísmo é para os céus quanto o imperialismo para a Terra. A religião esgota-se naquele precisamente porque os deuses terrenos se esgotam neste».

... A disparidade de critérios editoriais, usada pelos responsáveis do pelouro da cultura da edilidade de Vila Real, é evidente quando o género lírico, contra o qual nada me move, bem pelo contrário, é apoiado e um trabalho que diz respeito ao património cultural do concelho ou não cabe nos critérios editoriais dos Exºs. responsáveis pelo pelouro cultural ou é remetido para o centralismo do então Ippar, centralismo que em teoria tanto criticam, mas só quando para aligeirar responsabilidades...

Quero agradecer à SEC e ao Inatel, nas pessoas dos seus responsáveis regionais, Doutor Ginja e Doutor António Cabral, respectivamente, pelo apoio que deram para a publicação deste trabalho, separando correctamente o cultural do político, o que contrasta, profundamente, com a prática clientelista da partidarização da cultura de outras instituições.

Vila Real, 8 de Janeiro de 1998