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ArteAzul-Atelier

 

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O bragançano, Virgílio Gomes (irmão do ex-governador civil de Bragança) é um dos maiores especialistas nacionais em gastronomia. Semanalmente somos um dos privilegiados com as suas belas e suculentas crónicas gastronómicas que nos ajudam a recordar saberes da gastronomia tradicional, mas, principalmente, à aquisição de novos saberes dos sabores da mesa e do estômago. Uma vez ou outra, damos-lhe o nosso ponto de vista, que ele recebe sempre com a humildade de bom transmontano. É, talvez, esta sua humildade e descrição quando se expõe que ainda o elevam mais. Por isso, sentimo-nos honrados e agradecidos em nos mimar com as suas crónicas de saberes sobre os sabores. Para os que pretendam consultar o seu site, aqui fica: virgiliogomes.com. Desejamos a Virgílio Gomes, autor do livro «Transmontanices - Causas de Comer», que a sua pena nunca se canse.

A arte do croché

Bolsinhas em croché

Pontos de croché

Colocando em prática conhecimentos na área da arte do croché, decidiu-se no ArteAzul-Atelier levar a cabo a realização de um conjunto de bolsinhas usando o croché como técnica principal.

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Pergamano e "Slow Made"

O pergamano como exemplo de trabalho “Slow Made”

A realização de trabalhos em papel pergamano assim como dos respetivos vídeos têm sido tarefas a ocupar muitas horas do dia, durante semanas e semanas, no ArteAzul-Atelier. 

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Pop Art

Pop Art e técnicas associadas

Pop Art - "Pop" que, na língua inglesa, é a abreviatura de "Popular" que quer dizer "do povo". "Pop" também significa "vulgar", "trivial". A expressão Pop Art passou a ser usada por volta de 1960 para designar um estilo de arte relacionado com a cultura de massas.

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Guardanapo Artístico

Colagem de guardanapo artístico e papel de arroz

Habitualmente, o papel de arroz artístico e o papel guardanapo artístico encontram-se em grande variedade nas lojas de artes decorativas. Um e outro têm muitas semelhanças, no entanto existem algumas diferenças que convém realçar: o papel guardanapo apresenta-se precisamente no formato de um guardanapo dobrado, de papel fino e textura suave; o papel de arroz apresenta-se normalmente em folhas de formato A3 em que se nota um papel mais resistente e opaco que o guardanapo, assim como uma textura consideravelmente rugosa.

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Pergaminho e Pergamano

Relação entre as palavras "pergaminho" e "pergamano"

“Parchment”, em língua inglesa e “Parchemin”, em francês são as palavras que identificam o “Pergamano”, significando simultaneamente “Pergaminho”. A designação em português Pergamano é também usada internacionalmente como nome comercial. 

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Tapeçaria: nós e trama

Filas de nós e filas de trama

O sistema básico para a construção de um tapete ou tapeçaria tecida artística consiste em alternar uma fila horizontal de nós com um ou vários fios de trama. Tanto os nós como os fios de trama aparecem em filas contínuas na largura do tear. Depois de pronta a urdidura, o tecelão executa manualmente, uma fila de nós que é seguida por duas filas de trama, que serve para segurar os nós e dar firmeza à peça.

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Combatentes do Ultramar

Prisioneiros do Poder Político

Durante o verão da nossa maior crise económica de que há memória e que nem sequer no tempo de guerra do Ultramar foi tão faminta e desesperante, vários emigrantes que foram combatentes na guerra do Ultramar nos procuraram para os esclarecermos  acerca de dúvidas, face ao processo de reformas. Alguns já nessa altura haviam emigrado. E, por patriotismo, perderam o emprego, vindo cumprir o serviço militar obrigatório. Voltaram depois de cumprido esse serviço. Regressam hoje, quase todos na fase da aposentação. Ninguém os esclareceu. Poucos beneficiam das poucas medidas sociais. Quase todos desesperam pela maneira como são tratados nas secretarias militares onde recorrem em busca de esclarecimentos.

Já passaram 37 anos depois da revolução de todas as promessas revolucionárias. A sociedade mudou radicalmente. Mas os grandes beneficiados não foram os jovens que deram tudo pela Pátria, que vieram do estrangeiro cumprir o dever cívico, que saíram dos meios rurais e que nada entendiam de política. Foi uma revolução inspirada no descontentamento popular, mas aproveitada pelos seus autores para se auto-promoverem a postos que, em condições normais, nunca ou raramente atingiriam. Criou-se um clima de perseguição aos oficiais superiores, muitos foram «arrumados» na prateleira. Outros interromperam carreiras para as quais tinham preparação e vocação. Umas dezenas, traindo os milicianos, afastando os seus superiores por métodos pidescos, arvorando-se em «donos» da vida nacional, empoleiraram-se em tronos cimeiros, invocando epítetos  que os galões, as medalhas e as armas simbolizavam, mas que, passado o tempo eufórico, reduziram essa casta raivosa à sua imbecilidade natural. Alguns foram promovidos ad hoc, infiltraram-se em tachos e cargos vistosos, duplamente remunerados e uns quantos publicaram livros nos quais, quase todos reclamam vitória pelo golpe militar, sendo raros aqueles que relatam as verdadeiras causas desse golpe revolucionário contra os milicianos e os filhos do povo.

Não consta que algum desses oficiais revolucionários atravesse hoje indícios de crise económica. Mas crises de natureza vária enfrentam-na os burros de carga que serviram de suporte a esses militares que fizeram figura apenas e só por deterem as armas, as chaimites, os obuses, as G-3, as bombas e o comando efémero. Veja-se como vários desses se ofendem mutuamente, se contradizem e se desafiam, não em nome da verdade e da justiça, mas da vã glória de mandar e de bem viver.

O poder político sempre quis estabelecer parcerias com esses revolucionários sazonais. Os crânios da revolução morreram. Os sensatos silenciaram-se. Os honestos não se envolveram em malabarismos. O país teve 24 horas de glória e de liberdade condicional. Dia 26 de Abril começava a sociedade civil a dividir-se e a derrubar os valores essenciais: o respeito cívico, a honestidade, a competência, o gosto pelo saber, o amor à Pátria. Andamos todos a desaprender, em nome de uma aprendizagem permanente que tem servido para semear ódios, represálias, ignorância, desonestidade, incompetência, criminalidade, corrupção, libertinagem.

A crise económica que colocou o país à beira do cesto do lixo, contaminou todos os sectores da sociedade. Os piores vícios: a criminalidade, a corrupção, a desordem, a insegurança, a instabilidade, o desemprego, a injustiça, a falta de autoridade nasceram dessa mescla de vícios, fecundados no seio da anarquia populista e desregrada que trocou a ditadura de 48 anos, por  pequenas-grandes ditaduras, locais, regionais e nacionais, muito mais bárbaras e pecaminosas. 

O país está ingovernável, os valores desapareceram, prevalece o mal sobre o bem, impera a injustiça, cresce a desigualdade, aumenta a descrença, perde-se a vontade de viver.

As classes sem poder reivindicativo vegetam. Os que não se fazem ouvir morrem silenciados. Os emigrantes que foram o suporte da economia nacional nos anos maus, são recebidos com desdém.

Pertencem a este número os Combatentes do Ultramar que um governo de há meia dúzia de anos suavizou com uma «esmola» anual e que o governo seguinte, reduziu a metade, por não poder retirá-la toda. Algumas classes sociais foram, inicialmente, ignoradas nessa lei. Depois foi remendada a lei mas nunca foi dada a conhecer aos interessados, sobretudo aos emigrantes, incluindo através da extinção do porte pago dos jornais regionais.

Ouvimos vários Combatentes que nunca foram informados do direito à contagem do tempo militar para efeitos de reforma. Por alguns soubemos que se dirigiram a secretarias militares onde os funcionários ignoravam ou faziam de conta, fazendo com que os peticionários saíssem indispostos e sem vontade de voltar. É justo informar todos os combatentes que têm o direito à contagem do tempo de serviço prestado no Ultramar, para efeitos de reforma. E têm também direito a metade da tal «esmola» do governo a que pertenceram Paulo Portas e Bagão Félix, ambos ministros no tempo de Durão Barroso. 

Em 9 de Junho último decorreu na sede da ANCU (Tondela) uma reunião com seis associações de Combatentes que pretendem exigir do poder político algumas medidas da mais elementar justiça.

A ANCU celebra dia 11 do corrente o seu 29º aniversário e vai distribuir pelos combatentes participantes um desdobrável que dá a conhecer os benefícios do Stress de Guerra. 

São horas de escutar a voz da classe mais sacrificada do século XX que suportou todos os vexames sociais e políticos, arrastando-se para a cova sem que os políticos lhe estendam a mão. É uma cobardia que envergonha o país, os portugueses e as futuras gerações.

Desta Maldição de Mim

Prefácio de Luís Romano

Foi com um prazer enorme que aceitei o amável convite do Ginho para prefaciar este seu novo livro.

Presto aqui a homenagem ao amigo, ao poeta, cronista, jornalista, romancista, pesquisador e historiador, ao trovador, ao actor e encenador, ao encantador de violas e cavaquinhos, ao romeiro de S.Tiago, ao afável e erudito conversador e "ao tudo mais" que involuntariamente me escapa.

Homenageio também o homem das paixões arrebatadas (a sua família e Mondim são neste particular reparo minhas principais testemunhas).

Amores temperados e ensopados com a intrínseca fluidez que sempre nos habituou nas suas múltiplas expressões artísticas, e que nos lembram, como que de propósito fosse, o movimento perpétuo e gravítico das águas. Essas mesmas águas que tanto o encantam e inspiram.

Este livro retrata com singularidade precisa esta forma de ser e de estar do autor. São fragmentos de vida. São poemas e circunstâncias que, pela sua mão, ora se vão espraiando em calmos e inebriantes remansos, ora se precipitam revoltos e galopantes num cachão profundo de pedras submersas e polidas.

Os poetas, tal como os rios, nascem e brotam espontâneos. Reside aqui, nesta característica natural, a sua inexplicável identidade. E eles correm. Mesmo incompreendidos eles correm. Mesmo que aplaudidos eles correm. Correm sempre. Não correr contraria a sua natureza.

Estou convicto que Mondim, terra mágica de paisagens luxuriantes e de histórias singulares, pode dormir descansada. A valiosa arca das memórias está bem entregue neste seu mui zeloso guardião.

Feliz a terra que brota filhos assim.

Luís Romano, tipógrafo oficial, amigo, leitor, ouvinte e admirador de Sir Luís Jales