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ArteAzul-Atelier

 

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O bragançano, Virgílio Gomes (irmão do ex-governador civil de Bragança) é um dos maiores especialistas nacionais em gastronomia. Semanalmente somos um dos privilegiados com as suas belas e suculentas crónicas gastronómicas que nos ajudam a recordar saberes da gastronomia tradicional, mas, principalmente, à aquisição de novos saberes dos sabores da mesa e do estômago. Uma vez ou outra, damos-lhe o nosso ponto de vista, que ele recebe sempre com a humildade de bom transmontano. É, talvez, esta sua humildade e descrição quando se expõe que ainda o elevam mais. Por isso, sentimo-nos honrados e agradecidos em nos mimar com as suas crónicas de saberes sobre os sabores. Para os que pretendam consultar o seu site, aqui fica: virgiliogomes.com. Desejamos a Virgílio Gomes, autor do livro «Transmontanices - Causas de Comer», que a sua pena nunca se canse.

Arquitetura de Potes

Potes: configuração de novas formas   

A "arquitetura de potes" não tem sido temática a que o ArteAzul-Atelier tenha dedicado, nos últimos tempos, algum do seu tempo, salvo algumas peças como a da imagem que mostramos, às quais transmitimos e renovámos com uma nova pintura.

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Vira-ventos

Construção de vira-ventos

Para efetuar pequenos vira-ventos, brinquedos de papel utilizados por crianças e adolescentes, que giram pela ação do vento, utiliza-se papel simples - branco, colorido ou decorado com pinturas -, acetatos, folhas de revista. Os vira-ventos podem executar-se com inúmeras formas: quatro, cinco, seis, oito ou mais pontas, partindo de superfícies de papel, respetivamente, quadradas, pentagonais, hexagonais, octogonais.

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Os malefícios da internet

Tanto de bons como de maus

Em 18 de Novembro assinei neste órgão de informação o com o título: Direitos adquiridos: «a ditadura criou-os, a democracia extingui-os». 

Fazendo fé num e-mail que mencionava um ilustre Jurisconsulto e Professor Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa - Luís Menezes Leitão - aceitei como boa a ideia geral da mensagem acerca dos Direitos adquiridos que o governo actual, por causas que herdou, entendeu extinguir. Andava eu com a ideia de abordar esse tema quando me chegou essa bela peça jornalística que adaptei, obviamente ao meu estilo, a par de passagens que reproduzi, com a melhor das intenções.

Dia 29 de Novembro recebi uma carta daquele ilustre Docente universitário que em estilo correcto e em linguagem técnica apropriada, me adverte de ter transcrito palavras daquele seu texto publicado no «endereço electrónico: http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/798439.html , como se fossem suas essas afirmações. Em ordem a que a verdade seja reposta, solicito que proceda à publicação das competentes correcções no seu artigo, esclarecendo que nada tenho a ver com a citação inicial que fez no seu artigo e que o restante texto é baseado, sem atribuição de autor, num texto que escrevi. Entendo enviar cópia desta carta ao director do referido semanário uma vez que se trata de assunto a ele respeitante».

Começo por pedir desculpas públicas ao Professor Doutor Luís Menezes Leitão. Ele tem razão  por basear todo o meu raciocínio naquele seu artigo. Deveria eu ter solicitado autorização para o fazer. Mas não tinha o seu contacto e, só por ser um tema que eu próprio andava com vontade de tratar, nele me inspirei, com a melhor boa fé.

No lead da notícia tive o cuidado de reproduzir do tal seu artigo que me chegou, on line, o seguinte: Luís Menezes Leitão, docente da Faculdade de Direito de Lisboa proferiu considerações que cheiram a Estado Novo e que circulam, on line, com grande actualidade. São dele estas palavras. Reproduzi entre comas esse longo parágrafo que se inicia com «Será» e termina com «Servidores do Estado?». Da sua carta deduzo que o terá magoado a expressão «proferiu considerações que cheiram a Estado Novo». Como apaguei aquele e-mail e não  posso confrontá-lo com o meu artigo, reconheço que poderei ter sido excessivamente ofensivo. Deveria eu ter sido mais prudente, porque terá sido o emissor que mo fez chegar deturpado. Daí a legitimidade em invocar aquele docente, este esclarecimento que deixo e que me serve para solicitar a muita gente que, sabendo-me ligado aos jornais e gostando de ver abordados certos temas, me remete correio em doses excessivas e, eventualmente, deturpado. O jornalista pode estar desprevenido, aceitar como fidedigna a versão que recebe. E usá-la difundir. Terei sido ingénuo e pouco prudente, facto de que me penitencio. A informática transformou-se, em poucos anos, num instrumento revolucionário, universal e de uma utilidade inimaginável. 

Sei que circulam por essa via muitos textos, uns anónimos, outros deturpados e, pior do que isso, insultuosos. Todos os cuidados são poucos para evitar situações ambíguas como esta que me vai servir de emenda. O mal não reside nas maravilhas do correio electrónico. Reside no mau uso que certos cibernautas fazem das novas tecnologias.

Desta vez terei sido levado, porque trazia a origem perfeitamente identificada e essa ideia correspondia à mensagem que eu desejava inocular no meu artigo.

Essa certeza tive-a logo que vi nesse texto uma alusão ao episódio em que Salazar, em 1947, demitira 21 professores universitários e 11 oficiais do exército, decisão que Alfredo Pimenta, apesar de íntimo amigo do então Presidente do Conselho de Ministros, Salazar, comentou negativamente. Tal passagem registei-a no meu livro: «Alfredo Pimenta: da praxis libertária à doutrinação nacionalista» editado em 2005 e que preparei para tese de doutoramento. Foi por essa coincidência que aceitei como idónea a origem dessa fonte. 

Nem tudo o que reluz é ouro, diz o povo. E, cada vez mais, somos subsidio-dependentes desta indispensável ferramenta de trabalho que temos em casa e que, tanto nos pode simplificar a arte de viver, como a forma de nos preocupar.

Merece uma reflexão muito séria a utilização das novas tecnologias. Tanto servem para educar, esclarecer  e servir, como para incendiar ânimos, encandecer  consciências, reproduzir boatos, falsos testemunhos e ódios de consequências imprevisiveis.

Casulas

Caldo de casulas

Ingredientes:

 

300 g de casulas;

500 g de batatas;

1 salpicão (ou linguiça);

½ pernil;

Sal a gosto.

 

Preparação:

 

Cozem-se as casulas em água sem mais nada até o feijão da vagem ficar cozido. À parte, coze-se o meio pernil, o salpicão ou linguiça e uma cebola inteira.

Junta às casulas cozidas o caldo das carnes (se quiser enriquecer o caldo desfia-lhe parte da febra do pernil ou da linguiça ou do salpicão) e as batatas descascadas e deixa ferver até cozer a batata.

Com a escumadeira vá retirando as batatas e com garfo amasse-as e vá-as deitando novamente na panela. Retira a cebola que só cozeu para dar paladar. Depois de amassar todas as batatas o caldo está pronto a ser servido, de preferência em malgas tradicionais.

 

(Receita, por nós adaptada, cedida, por Gracinda Morais Sarmento e Elsa Gonçalves dos Santos, de Vinhais).

Nota: As casulas também são conhecidas por cascas, por resultarem da secagem, no Verão, das vagens verdes do feijão amanteigado (o mais indicado) ou outro apropriado, mas já com grão. O caldo de casulas também pode ser chamado de «caldo de cascas». As carnes podem ser comidas como peguilho.