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Pintura e Artes Decorativas Artesanais

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História da Tapeçaria nos Tempos Antigos

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Pequenos pormenores de tear, trama e urdiduraNão se sabe exactamente quando começou a ser praticada a Tecelagem. Naturalmente surgiu com a necessidade tal como outras descobertas. Já na era paleolítica foram encontradas, em locais arqueológicos, agulhas finas que poderiam ter sido utilizadas para tecer. Há registos de um prato com a ilustração de um tear horizontal que datam aproximadamente de 4000 a.C., e pinturas com figuras de mulheres trabalhando num tear datadas de 2000 a.C.

O mais antigo exemplar de tecido recuperado por arqueólogos que se conservou milagrosamente é o famoso tapete de Pasyrik, datado do século V a.C. Já antes de Cristo, o norte da Europa e a Índia trabalhavam o cânhamo. No Mediterrâneo, existiam especialistas na arte de fiar, tecer e tingir a lã das ovelhas. Na China, produzia-se a seda e na América, ainda por descobrir, os povos indígenas utilizavam a lã das alpacas e as flores do algodão. Os teares já eram parecidos com os que usamos hoje em dia. O tecelão sentava-se no chão para tecer, fazendo muitas vezes um buraco para trabalhar mais confortavelmente. Nos países mais frios, os tecelões começaram a colocar a urdidura mais alta para trabalharem sentados num banco, longe do chão frio. Mas ainda hoje encontramos povos que se sentam no chão. Com a chegada do algodão que era firme e forte, os povos ibéricos começaram a fazer uma mistura em algodão e lã para a urdidura. No século XIII fiava-se apenas com o fuso e a roca. Era necessário fiar-se quilómetros de fios. No ano de 1350 surgiu a primeira máquina de fiar, embora muito rústica, representou um passo enorme no trabalho de fiar, proporcionando o desenvolvimento do tear e da tecelagem. Da Arábia, os artesãos trouxeram as técnicas do tingimento dos fios com substâncias naturais extraídas de plantas. Até então os tecidos ficavam crus e da cor da pelagem do animal.

No século XVI, os camponeses passaram a ter um tear em casa para tecer os seus próprios tecidos. Em algumas regiões, quando não conseguiam fios, aproveitavam tecidos já usados. Cortavam peças em tiras e tornavam a tecê-las em nova urdidura de algodão. Depois do século XVI, as técnicas da tecelagem pouco mudaram até aos nossos dias. A partir do século XVIII houve uma decadência do tear. No campo muita gente utilizava-o, mas nas cidades, o interesse pelos produtos manufacturados quase que se extinguiu com o aparecimento da mecanização. O século XIX, século da mecanização e princípio da industrialização, inicia a era Moderna. Apesar da revolução industrial, a tapeçaria manual não perdeu a sua importância, pois a máquina não substitui a estética e a beleza das peças artesanais. A tapeçaria artesanal conta também, além da agulha, com o auxílio de teares que aceleram a produção sem perder a origem artesanal dos motivos e técnicas de tecer. Como arte, a tapeçaria no último século desenvolveu-se o suficiente para equiparar-se em beleza e criatividade à pintura. Como técnica, pouco se desenvolveu, havendo como única mudança a liberdade dos artistas e artesãos actuais na utilização livre das técnicas existentes. O processo de tecelagem é feito de trama e urdidura e é sempre o mesmo, quer seja tecido no Oriente ou pelos índios da América ou artesãos franceses. Depois de armada a urdidura, um fio de lã ou seda é repetidamente amarrado em torno de um par de fios da urdidura ao longo de toda a largura do tapete. As pontas soltas dos nós, que fazem as felpas, formam o corpo colorido do tapete. Após cada fileira (ou várias fileiras de nós) ter sido completada um fio de trama corre horizontalmente para segurar os nós no lugar. As ferramentas necessárias para a tecelagem de tapetes são bastante simples: um tear, lã, algodão ou seda. Com esses elementos o tecelão é capaz de criar verdadeiras obras de arte. São usados dois tipos de teares: o horizontal que geralmente fica próximo ao chão e o vertical que fica em pé.

Nota: Este texto não é da responsabilidade do Atelier ArteAzul. Ele existe nos nossos arquivos desde o ano 2000, sem, contudo, mencionar o seu autor e respectiva fonte.
Deste modo pedimos aos nossos leitores para nos cederem informação a este respeito, caso tenham algum conhecimento ou referência.

Actualizado em Sexta, 22 Julho 2011 13:51  


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O Atelier ArteAzul, através dos seus organizadores, constitui uma unidade produtiva artesanal nas áreas da Pintura Cerâmica e Tapeçaria Tecida Artística. Contudo, outras áreas artesanais têm vindo a ser implementadas, seguindo uma dinâmica inovadora de desenvolvimento. Além dos próprios trabalhos, o Atelier ArteAzul divulga também os de outros artistas e artesãos.

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