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ArteAzul-Atelier

 

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O bragançano, Virgílio Gomes (irmão do ex-governador civil de Bragança) é um dos maiores especialistas nacionais em gastronomia. Semanalmente somos um dos privilegiados com as suas belas e suculentas crónicas gastronómicas que nos ajudam a recordar saberes da gastronomia tradicional, mas, principalmente, à aquisição de novos saberes dos sabores da mesa e do estômago. Uma vez ou outra, damos-lhe o nosso ponto de vista, que ele recebe sempre com a humildade de bom transmontano. É, talvez, esta sua humildade e descrição quando se expõe que ainda o elevam mais. Por isso, sentimo-nos honrados e agradecidos em nos mimar com as suas crónicas de saberes sobre os sabores. Para os que pretendam consultar o seu site, aqui fica: virgiliogomes.com. Desejamos a Virgílio Gomes, autor do livro «Transmontanices - Causas de Comer», que a sua pena nunca se canse.

Tapeçaria: tecida e bordada

Tapeçaria tecida e tapeçaria bordada

Poderá dizer-se que existem dois grandes grupos de tapeçarias:  a tapeçaria tecida e a tapeçaria bordada. Tivemos já a oportunidade de nos referirmos neste sítio do ArteAzul-Atelier a um exemplar de tapeçaria bordada, ainda por concluir.

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Abstração na Pintura

Abstração ou abstracionismo

Expressão espontânea com formas simples

A abstração é um processo que consiste em separar alguns aspetos ou propriedades de um objeto e tratá-los isoladamente, considerando exclusiva uma das partes que formam um todo. Se, por exemplo, considerarmos apenas as linhas gerais de um edifício e o representarmos com a forma de um paralelepípedo, estamos a fazer uma abstração.

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Envernizamento

Escolha e Aplicação de Verniz

O verniz é uma solução de resina (matéria viscosa que brota de certos vegetais como por exemplo do pinheiro ou da cerejeira) em álcool ou em outras substâncias e serve para cobrir a superfície de certos objetos, para os preservar do ar, da humidade, de outras adversidades e para lhes dar brilho.

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Paisagem e Composição Realística

Paisagem - dificuldades na sua representação

A paisagem na pintura é relativamente recente na História da Arte. Até ao século XVII, a paisagem era usada apenas como cenário, ou pano de fundo, de um quadro. Praticamente não lhe era atribuída importância. Podemos afirmar que a paisagem era um simples adereço que servia somente para enquadrar e envolver um motivo muito mais importante como um retrato. Um dos primeiros artistas a atribuir à paisagem um papel mais importante foi o veneziano Giorgione (1477-1510), que pintava as suas figuras rodeadas de árvores frondosas, vales e colinas. Durante o século XVII, diversos pintores holandeses fizeram da paisagem o tema central das suas obras.

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Retrato a Óleo

Estudo das proporções e cores no retrato

No retrato a óleo é importantíssima a interpretação da cor. Muito importante também, antes de começar a execução de um retrato, é resolver o problema da posição e do enquadramento do modelo. A representação do rosto humano pode ser efetuada de vários ângulos: de frente, de perfil, de baixo para cima, etc.

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Tintas Vitral

Prato com tintas vitral

Aproveitámos um prato de vidro com círculo central liso e borda circular com textura de formas geométricas irregulares. Esta foi pintada com uma multiplicidade de cores vitral transparentes de que resultou um bonito colorido do tipo dos verdadeiros vitrais.

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Caixa Shabby Chic

Caixa decorada ao estilo Shabby Chic

Depois de pintada com uma cor pastel, colou-se guardanapo decorativo na tampa e aplicaram-se rendas, rosinhas de tecido, pequenas pérolas, cordão acetinado, etc. A parte lateral da caixa foi decorada com pequenos arabescos de tinta dimensional madrepérola. Obteve-se, assim, uma decoração harmoniosa no estilo e nas cores.

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O Azulejo em Portugal

História breve do azulejo em Portugal

Foram os árabes que introduziram o azulejo em Portugal. As primeiras utilizações conhecidas do azulejo no nosso país, como revestimento monumental das paredes, foram realizadas com azulejos hispano-mouriscos, importados de Sevilha cerca de 1503. Esta cidade espanhola foi um grande centro de produção de azulejos. 

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Découpage e Pergamano

Similitudes entre "découpage" e "pergamano"

Não, evidentemente não queremos comparar e muito menos igualar à qualidade artística do « découpage » - que se realiza nomeadamente na Suiça, mais concretamente nos vales e montanhas da região do Pays-d’Enhaut -, os trabalhos em pergamano, resultado de composições de diferentes imagens e barras de limitação e enquadramento, usando como suporte o papel de pergamano.

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Expressões Populares (2)

Expressões Populares, segundo o Mirandelês

«H, I, J, L»

 

Habilita-te! – Atreve-te! Arrisca-te!

Há-de ir descalço para a cama – há-de ir ao rego.

Hás-de-me vir comer à mão! – ainda me hás-de pedir ajuda.

Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova – crítica popular ao velho que escolhe uma nova.

Homes de Sta. Maria (de Émeres), beis de Valpaços e mulheres de Valtelhas, quem os meter em casa  torce as orelhas! – Homes pouco trabalhadores e promeiros até andavam de socos e de gravata. Beis que estavam habituados a lavrar os terrenos arenosos ou saibrosos se fossem para terrenos duros não tinham bom desempenho à charrua ou à agrade. Mulheres de Valtelhas por não serem limpas, isto é, preguiceiras para a lida da casa.

Íamos aos soitos dos oitros – íamos roubar castanhas.

Ir à araba – ir lavrar.

Ir à galela – ir apanhar pequenos cachos de uvas. Ir ao rebusco, ir ao gaipêlo, vinha.

Ir a toque de caixa – ir à pancada. Ir de arroncho.

Ir aos gambozinos – é uma partida que os mais velhos pregavam aos mais novos. (Ir aos caçapos).

Ir até ao fim da linha – finalizar o trabalho ou a conversa.

Ir buscar a morte – ir muito devagar.

Ir de escancha – ir montada a cavalo com uma perna para cada lado da albarda ou de pernas abertas. Era de mau tom uma senhora ir a cavalo de pernas abertas, no tempo em que as mulheres só usavam saias.

Ir num ai! – ir depressa, ligeiro.

Isto bai bô! – Isto não vai bem.

Isto não é fole de ferreiro – isto não é para usar e abusar.

Isto num me chaldra! – isto não me agrada.

Já bais aí? – já vais aí?

Já binheste? – já vieste?

Já estás a rufar! – já estás a comer!

Já impontou o criado – já mandou o criado embora.

Já le beio a tia-Maria! – já lhe veio o período (menstruação).

Já le morde o agrião – diz-se da adolescente que tem expressões ou jeitos ousados.

Já me neva na cabeça – já tenho cabelos brancos.

Já se ensaiou! – já levou pancada.

Julgas que isto aqui é Abreiro?!... – já estamos na Madeira ou quê?!

Lá estás tu no sovadouro! – Lá estás tu a namorar!

Largar terra para feijões – Fugir.

Laurear a pevide – Pavonear-se (pevide é vagina).

Laurear o queijo - Pavonear-se. Mostrar-se, (queijo, aqui é o cu)

Lavrou miúdo benairo! – lavrou um grande bocado ou embelga.

Lérias tuas, trinta e duas! – treta tens tu que chegue!

Leu-lhe a cartilha! – disse-lhe das boas. Deu-lhe conselhos, (como se comportar). Dizia o marido da mulher: - à minha já lhe li a cartilha!

Levar um senapismo -  levar um sopapo. Levar uma trepa.

Levar umas hóstias e uma água de unto - levar uma grande tareia. Levar uma trepa bem dada.

Levas uma que até vais a toque de caixa! – toque de caixa é a cadência que obriga a andar sempre em passo estugado, como numa marcha militar.

Levas uma que nem vês a mulher do padeiro! – levas uma que até ficas zonzo!

Língua de sacatrapos – língua de trapos. Língua destravada, incapaz de guardar um segredo.

Lua Nova trovoada, trinta dias é molhada – quando troveja ao entrar a Lua Nova, a chuva prolonga-se com alguma regularidade por todo o mês lunar.

 

in "Mirandelês"

Em tempo de férias

não se esqueçam de levar o que temos de melhor em Mirandela

O mês de Agosto é, para muitos, sinónimo de férias, de ócio ou de lazer. Agosto é, também, o mês em que os nossos emigrantes nos visitam. No regresso não se esqueçam de levar o que temos de melhor em Mirandela: azeite, vinho, mel e outros mimos que nos aconchegam a alma. Há as festas e romarias um pouco por todo lado, em especial as grandes romarias da Senhora do Amparo e a do Cabeço. Aproveite, amigo leitor, todas as que puder porque este tempo de Verão de 2012 é único e irrepetível, mesmo na nossa vida breve. Para quem não é dado tanto a folias, aproveite para saborear os nossos pratos típicos e os produtos transmontanos ou portugueses. Comprar um bom livro ou ler um emprestado é também um acto cultural. Seja paciente e prudente na estrada, fazendo uma condução atenta e defensiva, evitando as acelerações bruscas e as travagens forçadas, lucra a sua viatura, a sua bolsa e o país e o ambiente agradecem. A sua segurança e a dos demais deve ser uma preocupação capital. Esteja atento à programação do nosso Município e usufrua os eventos culturais, desportivos e de lazer. Boas férias, amigo leitor!

Conselhos do Nanico

O Chico da Cagalheta pede ajuda ao Nanico

Não era hábito do Nanico preocupar-se muito com os outros nem importunar demasiado a cabeça. O esforço de pensamento, segundo as suas próprias palavras, dá-lhe um certo “nervoso” na língua; uma espécie de comichão gustativa; pelo que se depreende, isso sim já é, para ele, motivo de preocupação.

- Há aqui um nervo qualquer “leva e traz” que deve fazer ligação entre a cabeça e a língua, diz convencido.

O “leva e traz” tem lógica admitindo que o “nervo” do Nanico leva os seus pensamentos da cabeça à língua e por outro lado quando ataca na comida e na bebida, uma comichão atroz assola-lhe o couro cabeludo. Este facto é apenas um exemplar da dualidade conceptual que caracteriza a sua mentalidade tornando-se numa das suas manias mais enraizadas, sobejamente conhecida por todos os seus amigos e vizinhos.

Um desses vizinhos contava que ainda há pouco, numa acesa discussão sobre questões da matemática, o Nanico já bem rosado e humedecido de testa, com aquele ar de quem nada sabe mas tudo explica, atira para cima do interlocutor:

- Contas? Isso é comigo. Sei fazer de tudo e já fiz muitas… até contas "d’ir e vir" eu sei!

Queria o Nanico dizer que além de outras, também contas de dividir as utiliza muitas vezes, assim como as de multiplicar. Umas e outras levaram o seu raciocínio ao rubro sobre o caso do Chico da Cagalheta. Esta alcunha do Chico resulta da relação próxima que, nos últimos tempos, tem mantido com as partes excrementícias das suas ovelhas, cabras e cabritos. Passam os dias, os meses, os anos e nem tudo corre da melhor forma e o Chico sempre aspirou a uma vida melhor, tendo visto nessas partes um bom meio de alavancar, como agora se diz, a sua economia.

Este comparsa do Nanico, ar amuado e desconfiado, vive de pequenas negociatas. Compra e vende de tudo que lhe vai aparecendo. Mas o seu negócio preferido é o do gado. Passeia com os animais pelos pastos da serra, vai às feiras, vende um cabrito aqui e outro ali e o rebanho vai crescendo.

Há coisa de dois anos, aproveitado que é o Chico, decidiu, depois de muito pensar, começar a recolher as cagalhetas dos animais para utilizá-las nos seus lameiros como adubo. Pediu então ao Nanico ajuda para organizar as ideias até conseguir levar por diante a empreitada de modo que esta resultasse num máximo de ganhos... Várias dificuldades se deparavam na mente do negociante de gado em relação a inúmeros pormenores. À medida que ia pensando, mais dúvidas iam surgindo mas, persistente que é, largado algum do seu orgulho, decide mesmo pedir ajuda e incomodar o “artista” lá do sítio, o Nanico.

- O que quero mesmo é ajuda na organização, colocando por ordem os bons pensamentos e esquecendo as más intenções. Nada de matemática nem de  contas. Para isso tenho lá a filha mais velha. Olha que tirou o 9º e o 12º em seis meses, nisto das “novas oportunidades”. Vê lá a esperteza da rapariga… !

- Não te apoquentes. Já que me pedes…

Maldita a hora em que o Nanico começou a meter as cagalhetas na cabeça. A partir daí, durante largos meses, a vida alterou-se-lhe por completo porque, ao contrário do que julgava, o homem das cagalhetas tinha visões e aspirações muito ambiciosas...

Carta ao Senhor Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa

Bracarense, Diogo Dalot, sub-17 decisivo na meia-final e na vitória

Senhor Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, o bracarense, Diogo Dalot, das camadas jovens do Futebol Clube do Porto, foi decisivo na meia-final e na vitória de Campeões Europeus dos sub-17 de Portugal.

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