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ArteAzul-Atelier

 

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Método

Metodologia Projetual

Há uma necessidade absoluta em seguir métodos específicos nos diversos projetos em todas as atividades, nomeadamente e concretamente as que dizem respeito ao design e às artes decorativas, tema a que nos dedicamos neste website. Transcrevemos assim, a seguir, um excerto do livro "Das Coisas Nascem Coisas" de Bruno Munari que, no essencial, nos descreve a importância da metodologia projetual antes da execução de qualquer trabalho.

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Pop Art

Pop Art e técnicas associadas

Pop Art - "Pop" que, na língua inglesa, é a abreviatura de "Popular" que quer dizer "do povo". "Pop" também significa "vulgar", "trivial". A expressão Pop Art passou a ser usada por volta de 1960 para designar um estilo de arte relacionado com a cultura de massas.

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Mensagens Artísticas

Imitação de livros antigos

As mensagens artísticas a que nos referimos e que temos vindo a efectuar no Atelier dizem respeito à imitação de livros antigos a partir de, por exemplo, listas telefónicas desactualizadas. O objectivo desta técnica é realçar o aspecto artístico com sinais de envelhecimento num conjunto harmonioso, normalmente de tonalidades douradas, onde é inscrita uma mensagem.

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O Azulejo em Portugal

História breve do azulejo em Portugal

Foram os árabes que introduziram o azulejo em Portugal. As primeiras utilizações conhecidas do azulejo no nosso país, como revestimento monumental das paredes, foram realizadas com azulejos hispano-mouriscos, importados de Sevilha cerca de 1503. Esta cidade espanhola foi um grande centro de produção de azulejos. 

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Marmoreado

Marmoreado na seda

Além de ser aplicada em musselina, esta técnica pode também usar-se em seda. Para a sua execução são necessários os seguintes materiais: Peça de seda ou musselina; Gel de marmorear; Tintas de seda; Conta-gotas; Palito. Faz-se a preparação do gel de marmorear, misturando o produto de uma embalagem com um litro de água numa liquidificadora. Fica em repouso durante uma hora, no frigorífico.

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30 Pergamanos

30 Pergamanos, no Atelier

Após uma série de 10 pergamanos efetuados em fase anterior, 25 obras com a técnica do papel pergamano foram realizadas desde o mês de novembro de 2016 até hoje.

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Pintar superfícies vidradas

Objetos de vidro ou superfícies vidradas

Se olharmos à nossa volta, em casa, por exemplo, poderemos facilmente encontrar objetos antigos de vidro, uns em bom estado de conservação e outros, eventualmente, já danificados. Mesmo estes, quem sabe, poderão servir para efetuar uma pintura ou, na pior das hipóteses, simplesmente experimentar a técnica de pintar sobre vidro. Nas feiras de velharias, aí sim, normalmente encontram-se muitos objetos de vidro e de diversos formatos e cores: copos, garrafas, jarras, etc.

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Espátula e Pincel

Áreas de empaste

A espátula como complemento do pincel

Além do pincel, outros instrumentos podem usar-se na aplicação da tinta a óleo. A espátula é um deles. É formada por um cabo de madeira e uma lâmina de aço flexível.

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Pintura "Alla Prima"

À primeira

Até ao século XIX, os pintores, desconhecendo o conceito da pintura "Alla Prima" e que se dedicavam à paisagem trabalhavam quase todo o tempo no atelier, saindo apenas para fazer esboços e rápidas anotações ao ar livre. Este método de trabalho fazia com que as cenas pintadas parecessem artificiais. Eram, muitas delas, paisagens idealistas e abstratas, sem nada que as identificasse com alguma região ou país.

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Manuel Dias da Silva

Tanoeiro

O Sr. Manuel, já de uma certa idade, lança um primeiro olhar aos visitantes da sua oficina. Homem de poucas palavras antes da conversa ir de encontro ao que o entusiasma: a construção de pipos e a transformação destes em bares rústicos, nichos, objectos decorativos, bancos, mesas, etc. As miniaturas são outra parte do seu trabalho. Os pequenos pipos e cubas de cinco e dez litros, construídos com madeira de carvalho já avinhada, são exemplo da sua perfeição e dedicação a uma profissão que, infelizmente, estará em vias de extinção.

É de realçar a sua preocupação na execução fiel das suas réplicas. Todos os pormenores são cuidadosamente estudados de forma que o resultado final mostre exactamente o que era o trabalho de origem. Não se limita ao trabalho manual. Tanto quanto lhe é possível, lê, estuda, e observa imagens antigas. Só assim consegue executar com qualidade e transmitir conhecimento como o relacionado com os arcos dos pipos. Houve uma evolução nos arcos que envolvem as aduelas de madeira. Diz o Sr. Manuel que, inicialmente, os romanos guardavam os vinhos em talhas de barro. Mais tarde, século X, começaram a construir-se as primeiras pipas, mais ou menos com o formato das de hoje, com a diferença de que os arcos eram feitos com a mesma madeira. Já no século XVI, esses arcos passaram a ser construídos a partir de verga (vara delgada e muito flexível) dos rebentos de carvalho bravio. Só mais tarde começou a utilizar-se o arco de ferro, melhor pela sua resistência. E mostra com orgulho três exemplares que indicam precisamente aquela evolução.

Pode encontrar-se o Sr. Manuel, na sua oficina, em Vilarinho  de S. Romão, concelho de Sabrosa.

Mais vale estragar sapatos

Mais vale estragar sapatos do que lençóis

A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda é lustrosa e a terceira é amarga.

Até à Santa Luzia nem égua prenhada nem vazia.

Mais vale estragar sapatos do que lençóis.

Mogadouro

Vila de origem muito antiga, existindo já com certo relevo nos primeiros tempos da Monarquia.

Locais a visitar: Panorâmica da Serra da Castanheira, Miradouro do Santuário de S. Cristóvão, Barragem de Bemposta. Casa de Trindade Coelho.

Monumentos: Castelo de Mogadouro, Castelo de Penas Roias, Castro Vicente, Igreja Matriz de Mogadouro, Algosinho e Azinhoso, Igreja do Convento de S. Francisco (séc. XV), Capela de Nossa Senhora da Vila Velha e Solar dos Morais Pimentéis em Castelo Branco. Monóptero (Santuário em Honra de S. Gonçalo, construído pelos Távoras na Quinta Nova). Solares e Pelourinhos.

Gastronomia: Posta (vitela assada na brasa), Folar da Páscoa, Presunto e Enchidos. Queijo de Ovelha, Mel e Casula.

Romarias: Feira dos Gorazes (15-16 de Outubro), Festa de Nossa Senhora do Caminho (Agosto - Mogadouro), Festa do Chocalheiro (dia de Natal - Bemposta), Romaria de Nossa Senhora da Ascenção (último Domingo de Maio - Castanheira), Festa de Santo Amaro (3º Domingo de Junho - Sanhoane), Festa do Farândulo e Cécia (1º de Janeiro - Tó).

Artesanato: Artefactos de linho, lã, seda, couros, cutelaria e belas colchas em renda.

Dados recolhidos do folheto informativo "Nordeste Transmontano" da Região de Turismo do Nordeste Transmontano

Fernão de Magalhães Gonçalves

Nasceu em Jou - Murça, em 6 de Janeiro de 1943

Fernão de Magalhães Gonçalves nasceu em Jou - Murça, em 6 de Janeiro de 1943.

Era filho de José Maria Gonçalves, proprietário comerciante, e de sua esposa D. Teresa de Jesus Magalhães.

Aos 6 anos já sabia ler, ensinado pelo próprio pai, tendo por cartilha as "Vinte Horas de Liteira" de Camilo Castelo Branco, segundo o próprio Poeta recorda.

Ao terminar o ensino Primário, os pais escolheram para ele uma carreira religiosa, tendo ingressado de seguida no Convento Franciscano de Montariol Braga.

Passou em seguida pelos conventos do Varatojo, Leiria e Lisboa.

Acabou por abandonar a carreira, por manifesta falta de vocação, deixando um testemunho pungente dos anos de Seminário e da difícil agónica decisão do abandono, num livro forte e frontal intitulado "Assinalados", saindo postumamente em 1989.

A sua passagem pelos estabelecimentos do ensino religioso não terá sido em vão, já que lhe proporcionou vastos conhecimentos de Teologia, Filosofia e Literatura.

Em 1964 saiu do convento e logo em 1966 foi para o Serviço Militar, mobilizado em Novembro de 1967 para a guerra do Ultramar em Angola, donde regressou em Dezembro de 1969.

Poeta, escritor, investigador e ensaista, foi professor em Chaves e Leitor de Português nas Universidades de Granada (Espanha) e de Seoul (Coreia do Sul), onde viria a falecer de um ataque fulminante, a 13 de Junho de 1988, com 45 anos de idade.

Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto, ao mesmo tempo que continuava publicando ensaios sobre Raul de Carvalho, Herberto Helder, Trindade Coelho, Cláudio Lima, Hemingway, Steinbeck, Tagore, Jacques Prévert, Paul Claudel e Miguel Torga.

Durante toda a sua vida foi um lutador pela liberdade da escrita e tinha a energia necessária para viver e reter o presente.

Autor de uma quinzena de livros publicados e alguns outros ainda inéditos. A sua poesia revela, a par de uma sólida e inovadora estrutura formal, o mundo sensível em que se movia, os apelos da terra-mãe, os arcanos da memória e as vibrações mais íntimas da sua personalidade. O seu acto poético foi sempre uma porta para a aventura criadora expressa em imagens emotivas mas também racionalizadas, na apreensão dos ritmos da água, do corpo, das ervas, da terra e seus aromas.

 

"Gostava de ficar como Poeta", - dizia ele.

OBRAS de Fernão de Magalhães Gonçalves:

Sete Meditações sobre Miguel Torga,
Coimbra, 1976 (esgotado)

Manifesto por uma Literatura Legível I,
Coimbra, 1979 (esgotado)

Manifesto por uma Literatura Legível II,
Coimbra, 1979 (esgotado)

Andamento (Poesia),
Coimbra 1984

De Fernão Lopes a Miguel Torga,
Granada, 1985 (esgotado)

Ser e Ler Torga;
Lisboa, 1987 (esgotado)

Memória Imperfeita (Poesia)
Lisboa 1987 (esgotado)

Nueve Poemas (Poesia)
Granada 1987 (esgotado)

Júbilo da Seiva (Poesia)
Coimbra, 1988

Modo de Vida,
Braga, 1988

Assinalados,
Braga, 1989

Algumas Cartas
Braga, 1990

Obra Poética /Antologia,
Viana do Castelo, 1991 (esgotado)

Ser Torga,
Porto, 1992 (esgotado)

Ser e Ler Miguel Torga,
Porto, 1998